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Calendário e classificações
Depois do grave acidente no Rali de Fafe, e ausente no Rali do Algarve por ainda estar na fase inicial da sua recuperação física, Armindo Araújo só disputou as últimas seis provas do CPR, tendo sido no somatório desses ralis, quem mais pontos conseguiu alcançar para as contas do campeonato. “Tivemos um arranque de ano muito mau e quando voltamos no Rali Terras D’Aboboreira não sabíamos como estaríamos em termos competitivos. Tínhamos uma enorme vontade de esquecer rapidamente o que nos tinha acontecido em Fafe e sabíamos que seria muito difícil recuperar a distância que nos separava das primeiras posições do campeonato. Passamos a pensar numa prova de cada vez e ainda conseguimos, nas duas provas em pisos de terra, um segundo lugar e uma vitória. Regressamos em força”, relembra.

Com a viragem para os pisos de asfalto, o piloto de Santo Tirso foi encurtando cada vez mais a distância para os primeiros lugares da classificação e tornou-se um dos responsáveis por levar a discussão do título para a derradeira prova do ano. “Na fase de asfalto e com a chegada do novo Skoda, sabíamos que precisávamos de uma rápida adaptação ao carro e foi nisso que nos focamos de imediato. Tivemos algumas dificuldades em Castelo Branco, mas na Madeira e em Chaves fizemos dois excelentes ralis. Fomos para o Vidreiro ainda com possibilidades de sermos campeões e isso já foi um feito que, só por si, classifico de muitíssimo positivo. Nesta última prova as coisas não nos correram bem e praticamente ficamos arredados da discussão do título logo na terceira especial, por uma escolha errada de pneus. Depois, e com a desistência de um dos candidatos ao título, as contas ficaram verdadeiramente difíceis, mas conseguimos, ainda assim, terminar o ano com mais um pódio e com os mesmos pontos do segundo classificado do campeonato. Nas seis últimas provas fomos a equipa que conseguiu mais pontos”, sublinhou Armindo Araújo.
Mesmo não tendo conseguido ser novamente campeão nacional de ralis, Armindo Araújo faz um balanço final positivo de uma temporada onde conseguiu mais um título para o seu palmarés. “Em termos gerais e olhando para a época e partir do nosso regresso, só posso considerar que fizemos um excelente trabalho. Qualquer resultado obtivéssemos seria positivo e o termos feito parte do lote de pilotos que discutiram o título na última prova já foi uma grande vitória. Estreamos um novo Skoda com uma vitória no Rali de Lisboa que nos deu a Taça de Portugal de Ralis e só podemos estar verdadeiramente orgulhosos com o que alcançamos. Toda a equipa e todos os parceiros deste projeto foram incansáveis no apoio que deram em todos os momentos da época e tenho que publicamente deixar-lhes o meu agradecimento. Vamos começar a pensar em 2024 para que possamos voltar a festejar novas conquistas”, concluiu.