Ralis

Armindo Araújo é “uma fábrica” de triunfos!

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Numa prova marcada pela presença de imenso público e condições atmosféricas muito variáveis, Armindo Araújo e Luís Ramalho conquistaram a vitória absoluta na estreia do Skoda Fabia R5 Evo da The Racing Factory, impondo-se no Campeonato de Portugal de Ralis e também nas contas do ERT – European Rally Trophy.

Cumprindo a máxima de que “até ao lavar dos cestos é vindima”, o Rally Serras de Fafe e Felgueiras viveu sob o signo da emoção até aos derradeiros metros. A luta pela supremacia global esteve sempre reduzida a dois nomes: Armindo Araújo e Nikolay Gryasin. O pentacampeão nacional entrou a vencer na primeira especial, com Gryazin a responder na segunda. O taco-a-taco continuou até à 6ª PEC. Aí o russo, navegado por Yaroslav Fedorov começou uma série de seis vitórias seguidas em especiais, parecendo “voar” para a vitória final.

Mas na primeira passagem pelos 11,21 kms de Lameirinha, Power Stage da prova, o russo do Hyundai i20 R5 oficial saiu de estrada e foi forçado a abandonar. Armindo Araújo recuperou o comando do rali, celebrando essa liderança com a vitória na especial e, possuindo aí um avanço já superior a minuto e meio sobre a concorrência, foi em velocidade cruzeiro até ao pódio final em Fafe.

Este triunfo é muito significativo para a equipa. O piloto destaca que chegaram “ao Rally Serras de Fafe e Felgueiras com um projeto novo, uma equipa nova, um carro novo, tudo novo. As nossas ambições eram muito altas: vencer. Conseguimos, desde o início, impor um ritmo muito rápido, passar para a liderança da corrida e, basicamente, conseguir dominar a prova como nós queríamos. O nosso foco era, inicialmente, apenas o Nacional, mas as condições meteorológicas foram-se agravando e hoje, na parte da tarde na Power Stage, na Lameirinha, as condições eram realmente complicadas. Fizemos um forcing atacando e defendendo nos sítios certos e o nosso adversário na luta pela geral acabou por bater. Estávamos no sitio certo na hora certa para amealhar também a vitória geral e, portanto, foi um fim de semana em cheio, para mim, para a Racing Factory em termos de posicionamento do Nacional e aquilo que nós queremos mostrar neste campeonato”.

O duelo emocionante pelo segundo posto entre Bruno Magalhães/Carlos Magalhães e Ricardo Teodósio/José Teixeira acabou favorável ao piloto do Hyundai i20 R5, que superou o algarvio do Skoda Fabia R5 Evo já na derradeira classificativa.

Para o piloto da Hyundai, este foi um rali e que estiveram “sempre na luta mas, com piso seco e terra solta, não conseguíamos ter tração e a partir daí começamos a rezar a todos os santinhos para que as condições se tornassem difíceis, com chuva e nevoeiro, porque sentimos que aí podíamos fazer a diferença. Felizmente foi isso que aconteceu e conseguimos sair daqui com um grande resultado, o segundo lugar, mas ao mesmo tempo com a sensação que temos que trabalhar muito. Foi o primeiro rali com este carro, com os novos amortecedores e temos muita coisa para aprender. Foi um rali em que andei constantemente a mudar o carro à procura da melhor aderência e se quisermos estar fortes nos Açores temos mesmo que trabalhar. A concorrência para este campeonato vai ser renhida, mas isso já sabíamos antes desta prova, mas também vamos ter uma palavra a dizer”.

Já Ricardo Teodósio, que iniciou em Fafe a conquista do título ganho em 2019, este foi “um rali misto, com momentos bons e outros menos bons. Se não tivesse chovido, podíamos ter lutado com o Armindo pela vitória no CPR, mas a chuva veio atrapalhar as nossas contas. Principalmente a mim porque já não estava muito à vontade para andar na chuva e apanhei uns sustos grandes e quando já não estás tranquilo, não consegues andar. E não consegui andar no molhado aquilo que desejava. Por isso tentei atacar no seco para passar o Bruno, o que conseguimos, mas, na parte final, os dois últimos troços estavam impraticáveis. Não saímos de estrada logo no início da Lameirinha por sorte, tal como estivemos quase a fazer dois piões o que nos fez perder muito e fomos com muito cuidado. Depois fomos para o último troço a tentar ficar à frente do Bruno, mas ele foi superior, arriscou mais um pouquinho, conseguiu fazer a diferença e ultrapassar-nos. Fomos terceiros e estamos contentes com o nosso resultado, mesmo se queríamos era vencer. Mas é melhor um pódio do que acabar fora de estrada”.

E foi esse cenário final dantesco, com chuva e muito nevoeiro que, já ao cair da noite, foi palco de eleição também para o consumar da reviravolta que deu o triunfo de Daniel Nunes e Nuno Mota Ribeiro (Peugeot 208 VTI) entre os duas rodas motrizes do CPR e do ERT (RC4B).

Entre os automóveis mais próximos dos modelos de série, os NR4, vitória para Adruzilo Lopes/Paulo Silva (Mitsubishi Lancer Evo IX), enquanto João Figueiredo/Fábio Ribeiro (Citroën DS3 R3T) venceram a categoria RC3. Os mais rápidos entre os Juniores que pontuam para o Europeu foram os espanhóis Javier Pardo/Adrian Peres (Suzuki Swift R4LLY S).

Lucas Simões/Simplício Gonçalves em Mitsubishi Lancer Evo VI venceram o Campeonato Norte de Ralis.

A prova contou com a presença do Campeão do Mundo Ott Tanak que, juntamente com Dani Sordo, estiveram no Rally Serras de Fafe e Felgueiras para ‘ganhar’ quilómetros em pisos de terra e fazer alguns testes com os Hyundai i20 WRC tendo em vista o Rali do México, dentro de duas semanas.

O Campeonato de Portugal de Ralis segue já dentro de menos de um mês. A 28 e 29 de Março, a ilha de São Miguel volta a a ser o palco do Azores Rallye, prova que contará para o CPR e para o ERC – European Rally Championship.

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