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Adamastor intensifica desenvolvimento do Furia após nova sessão de testes em Portimão

A Adamastor voltou ao Autódromo Internacional do Algarve para mais uma importante sessão de testes do Adamastor Furia, numa jornada marcada por um intenso trabalho de preparação, recolha de dados e evolução técnica do superdesportivo português.

Muito antes da entrada em pista, a estrutura da marca iniciou na sua base, no Porto, toda a logística necessária para garantir que o programa de desenvolvimento decorresse sem imprevistos. Transporte do carro, equipamentos de engenharia, ferramentas, material informático e organização da equipa técnica fizeram parte de uma operação preparada ao detalhe semanas antes da deslocação ao Algarve.

Já em Portimão, o trabalho prosseguiu na box com as habituais verificações técnicas antes da entrada em pista: pressões, níveis, apertos de roda e calibração de sensores foram alguns dos procedimentos fundamentais para assegurar a recolha eficiente de dados.

Telemetria e aerodinâmica no centro dos trabalhos

Um dos focos principais desta sessão passou pela análise detalhada da telemetria do Furia, elemento considerado crucial no desenvolvimento do modelo.

Para esta sessão, o hipercarro português contou com sensores de altura ao solo e pressão instalados no fundo aerodinâmico, permitindo à equipa avaliar a distribuição de cargas e quantificar o nível de downforce gerado em diferentes velocidades.

Os resultados obtidos revelaram-se particularmente positivos. Segundo a Adamastor, os valores de aceleração lateral previstos em simulador foram confirmados — e até superados — tendo o Furia atingido forças laterais de 2,4 G em curva durante os testes realizados no circuito algarvio.

O controlo térmico do motor esteve igualmente em destaque, com a equipa a realizar vários ensaios destinados a optimizar os fluxos de ar e a eficiência do sistema de arrefecimento, componente considerada fundamental para garantir os elevados padrões de fiabilidade exigidos ao projeto.

Mais de 400 canais de informação monitorizados

A quantidade de informação recolhida ao longo do dia impressiona. O sistema de telemetria do Furia gera cerca de 1 MB de dados a cada 43 segundos, distribuídos por mais de 400 canais distintos.

Só a monitorização das rotações do motor originou aproximadamente 1,3 milhões de pontos de dados durante esta sessão de testes em Portimão, informação essencial para a continuação do desenvolvimento do modelo.

Apesar de a equipa não ter realizado uma volta completa em configuração de máxima performance, as simulações efectuadas com base nos dados recolhidos revelaram resultados considerados extremamente encorajadores pela estrutura portuguesa.

A Adamastor regressa assim do Algarve com indicadores positivos sobre o comportamento dinâmico e aerodinâmico do Furia, reforçando o entusiasmo em torno daquele que continua a afirmar-se como um dos mais ambiciosos projetos automóveis desenvolvidos em Portugal.

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