Dakar: João Ferreira termina Etapa 3 em dia exigente e é 15.º da geral

O Dakar 2026 voltou a testar os limites de pilotos e máquinas na terceira etapa, que se revelou particularmente exigente para João Ferreira. O piloto da Repsol Portugal enfrentou dificuldades acrescidas ao longo da jornada, nomeadamente furos, que condicionaram o ritmo e resultaram numa descida para a 15.ª posição da classificação geral.
Num dia em que a navegação e a leitura do terreno voltaram a ter um papel determinante, João Ferreira não conseguiu encontrar a cadência ideal para discutir os lugares cimeiros, optando por uma gestão prudente que permitisse levar o carro até ao final sem problemas maiores.
“Foi um dia menos conseguido, em que nunca conseguimos encontrar o ritmo certo”, explicou o piloto no final da etapa. “Perdemos algum tempo devido aos furos e à gestão de pneus feita até final e, num Dakar tão competitivo, isso reflete-se imediatamente na classificação. Ainda assim, conseguimos evitar problemas maiores e levar o carro até ao final, o que também faz parte da gestão da prova.”
Apesar do resultado, João Ferreira sublinhou a importância de manter o foco numa prova longa e exigente. “O Dakar constrói-se dia após dia. O importante agora é manter a concentração, analisar o que aconteceu e voltar a um registo mais sólido já na próxima etapa.”
A quarta etapa do Dakar 2026 marca a primeira jornada de maratona da prova e representa uma mudança significativa na abordagem estratégica das equipas. Com partida e chegada em AlUla, a etapa contará com uma especial cronometrada de cerca de 451 quilómetros, disputada em vastas áreas abertas, mas com constantes variações de ritmo provocadas pelos zig-zags entre colinas e diferentes relevos.
Como é característico das etapas de maratona, os pilotos e navegadores não terão assistência técnica no bivouac de chegada, dispondo apenas do essencial — tendas, refeições e apoio básico. A ajuda entre concorrentes será permitida sem limite de tempo, reforçando o espírito de entreajuda do Dakar. Esta jornada exigirá uma atenção redobrada à gestão mecânica e estratégica, obrigando os concorrentes a encontrar o equilíbrio entre velocidade e preservação dos meios técnicos, num momento decisivo para a evolução da prova.



