Hugo Magalhães aproveita revolução nos 1300 e estreia-se a vencer em Boticas

Ausência de Armando Freitas abriu o jogo e os problemas de Diogo Marques e José Carlos Magalhães mudaram o rumo da prova. Hugo Magalhães foi eficaz, conquistou a primeira vitória da temporada e saltou para terceiro no campeonato.
A Rampa Internacional de Boticas confirmou que o Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group atravessa uma das fases mais imprevisíveis e interessantes da temporada. A ausência do líder Armando Freitas abriu naturalmente o leque de candidatos ao triunfo e foram vários os pilotos que chegaram ao coração de Trás-os-Montes com legítimas ambições de aproveitar a oportunidade.
E houve de tudo. Um duelo ao milésimo no sábado, problemas técnicos a afastarem dois dos principais candidatos e, no final, uma exibição de grande eficácia de Hugo Magalhães, que levou o Suzuki Swift GTI à primeira e muito saborosa vitória da temporada. O piloto terminou com 6:15,838, batendo Diogo Marques (Toyota Starlet) e Francisco Macedo (Peugeot 106 XSI), num pódio que espelhou bem as muitas mudanças vividas ao longo dos dois dias de competição.
A jornada inaugural tinha deixado antever uma batalha extraordinária entre Diogo Marques e José Carlos Magalhães. Vencedor na Capital do Móvel, o jovem famalicense confirmou imediatamente que atravessa uma excelente fase e terminou a primeira Subida de Prova na frente com 3:06,687. Mas praticamente colado ao Toyota estava o Peugeot 205 Rallye da MNE Sport, com José Carlos Magalhães a registar 3:06,778. Apenas 91 milésimos separavam os dois primeiros depois dos mais de cinco quilómetros de Boticas.

Tudo apontava para um duelo memorável no domingo, mas a mecânica acabou por interferir decisivamente nas contas. Os dois foram afetados por problemas técnicos. No caso de Diogo Marques, as dificuldades condicionaram a sua prestação, retirando-lhe argumentos para continuar a lutar pela vitória, mas não impediram o piloto da Famaconcret Racing Team de levar o Toyota Starlet até ao final e salvar um excelente segundo lugar.
Para José Carlos Magalhães, o desfecho foi bem mais cruel. Depois de terminar o sábado a somente 91 milésimos da liderança e perfeitamente lançado na discussão pelo triunfo, os problemas no Peugeot 205 Rallye da MNE Sport ditaram um inglório abandono, deixando o piloto sem classificação final.
Num fim de semana tão exigente, não bastava ser rápido. Era preciso estar sempre presente, evitar erros e aproveitar todas as oportunidades. E foi exatamente isso que Hugo Magalhães fez. O piloto do Suzuki Swift GTI manteve-se permanentemente na discussão e, quando os problemas atingiram os adversários, respondeu com velocidade e eficácia para conquistar a primeira vitória da temporada.
Um triunfo que não surgiu do nada. Hugo já tinha demonstrado competitividade com dois pódios anteriores, alcançados na Rampa da Penha e na Rampa do CAR, e em Boticas deu finalmente o passo que faltava para chegar ao lugar mais alto.
O resultado tem ainda um impacto muito importante no campeonato. Hugo Magalhães saltou para a terceira posição da tabela pontual, aproximando-se de José Carlos Magalhães, que mantém o segundo lugar, enquanto Armando Freitas continua isolado no comando apesar de ter falhado a jornada transmontana.

Também merecidíssimo foi o terceiro lugar de Francisco Macedo. O piloto do Peugeot 106 XSI esteve muito forte durante os dois dias, mostrando rapidez e consistência num traçado particularmente exigente para as pequenas máquinas dos 1300. Sem se deixar envolver pelos problemas que foram atingindo alguns dos adversários, Francisco Macedo construiu uma prestação muito sólida e terminou a apenas 728 milésimos de Diogo Marques.
Logo atrás do trio da frente, Luís Ribeiro realizou também uma prova muito eficaz com o Fiat Punto 85 Sport, conseguindo escapar às armadilhas de Boticas e garantindo um meritório quarto lugar. O Top 5 ficou completo com Alexandre Duarte, que levou o Toyota Starlet EFI (EP71).

Entre os Clássicos 1300, a vitória pertenceu a Gabriel Freitas, que cumpriu o exigente fim de semana transmontano aos comandos do seu carismático Fiat 127, terminando com 8:51,730 e garantindo o triunfo na divisão.



