Nuno Madeira protagonizou um dos momentos altos da edição de 2025 da Rampa da Arrábida, prova integrada no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, ao vencer de forma convincente a Divisão 3 da Categoria Turismo e alcançar ainda o 3.º lugar absoluto entre os Turismos.
Ao volante de um Caterham, o piloto — mais habituado aos circuitos de Velocidade — fez uma aparição pontual na Montanha, mas deixou a sua marca, superando alguns dos habituais candidatos ao triunfo.
“Esta rampa foi um regresso às origens, inserido numa estrutura tão clássica como a do Luís Moutinho e da Moutinho Motorsport, que já recebeu lendas como o Mário Silva e o próprio Luís Moutinho. Voltar aqui, com um carro com 12 anos, e conseguir vencer é algo muito especial”, afirmou Nuno Madeira no final da prova.

A ligação do piloto à Arrábida é antiga e carregada de simbolismo:
“Com duas semanas de vida, vi o meu pai subir aqui na Arrábida, e por coincidência do destino fiz também aqui a minha primeira rampa. E pela primeira vez consegui vencê-la na Divisão Turismos 3. É incrível, com material emprestado — isso mostra o bom ambiente e a camaradagem que existe no Motorsport”, acrescentou.
Com o seu estilo rápido e determinado, Nuno Madeira confirmou o seu talento fora do seu habitual território competitivo, demonstrando a polivalência e a paixão que sempre marcaram a sua carreira.
“A Arrábida é sempre espetacular. Terminar com uma vista sobre Troia é impagável. Para o ano espero poder voltar — se não for no meu carro, que seja num carro um bocadinho mais potente. Sempre a crescer… mas é sempre espetacular!”, concluiu o piloto.
A Rampa da Arrábida voltou a oferecer um cenário de sonho e competição intensa, e a prestação de Nuno Madeira foi uma das notas mais marcantes desta edição.
