Adamastor: esculpido pelo ar

Seja ao percorrer uma das melhores estradas do planeta ou ao fintar a física sobre o asfalto de qualquer circuito mundial, a aerodinâmica desempenha um papel absolutamente crucial na eficiência e performance do supercarro da Adamastor.
Não há outra forma de o dizer: a função definiu a forma. O primeiro supercarro português nasceu de uma folha em branco e o processo de design foi integralmente liderado pelo responsável pela aerodinâmica. É esta a importância da aerodinâmica na performance de um supercarro e a Adamastor sabe-o bem. Com base no software CAD Siemens NX, o departamento de design desenvolveu, com total liberdade criativa, a elaborada carroçaria do novo Adamastor com vista à melhor eficiência e superior desempenho em condução desportiva.
Numa segunda fase, e depois de concebida a configuração base, a equipa do centro de engenharia da Adamastor dedicou-se a definir os espaços ocupados pelos principais componentes. Neste aspeto, foi essencial o trabalho dos restantes departamentos – dinâmica, powertrain, interior, estruturas – os quais criaram as soluções necessárias para otimizar o espaço de instalação, bem como a melhor performance dos respetivos componentes. As superfícies aerodinâmicas em fibra de carbono, o fundo com efeito Venturi – conceito responsável por uma grande parte do downforce gerado, permitindo prescindir de componentes como ailerons – e o design global foram igualmente otimizados através de simulação CFD – Computational Fluid Dynamics (125 casos diferentes, incluindo safety cases).
Recorrendo às mais evoluídas tecnologias e softwares de simulação, a Adamastor realizou mais de 30.000 voltas para afinar, ao detalhe, e evoluir a performance do seu supercarro, validando o comportamento do chassis e a sua dinâmica sob as condições mais exigentes de utilização. Foram inclusivamente definidos objetivos em termos de tempos por volta em simulador, registos que foram facilmente superados pelo supercarro da Adamastor. A equipa definiu, também, metas específicas em termos do desempenho dinâmico, focando-se em áreas como a essencial rigidez estrutural, o peso e a localização do centro de gravidade.
Os componentes foram ainda alvo de uma otimização estrutural com recurso a simulação FEA – Finite Element Analysis, bem como a algoritmos específicos. Só o chassis passou por mais de 100 iterações, considerando elementos como o design e, por exemplo, a definição do laminado. Todos os moldes e masters foram alvo de nova otimização com vista à redução do seu tempo de fabrico e do desperdício de material utilizado na sua construção.
Todo o trabalho efetuado ao nível da aerodinâmica traduziu-se em resultados – em ambiente de simulação – muito encorajadores, com o supercarro da Adamastor a impor-se, em termos de downforce, aos monolugares de Fórmula 2 e Fórmula 3 das temporadas de 2021, bem como a
modelos das categorias GT3 e LMP2. E isto sem o recurso à habitual asa traseira de grandes dimensões. Já termos de coeficiente de arrasto, os resultados obtidos foram, igualmente, animadores, tendo sido possível, inclusivamente, superar o desempenho de um monolugar de Fórmula 1 da época de 2021. A Adamastor continua a implementar o seu plano, passo a passo, com recurso à sua equipa multifacetada com experiência adquirida no mundo da Fórmula 1 e dos GT, impulsionando e materializando a sua visão de um moderno supercarro. Um veículo concebido com recurso às mais recentes tecnologias, a partir da sua fábrica e centro de engenharia na zona de Perafita, no Porto, com vista à conquista da sua página na história automóvel e nacional, assumindo-se como o construtor do primeiro supercarro desenhado, desenvolvido e produzido em Portugal.



