Ralis

Depois de uma época atribulada, Fábio Santos e Ricardo Sismeiro querem mudar o “chip” em 2022

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A atribulada fase inicial de 2021, com destaque para o forte acidente no rali inaugural, condicionou completamente a dupla do Citroen Saxo do Prototype FS Rallye Team que já só quer deitar para trás o que aconteceu e se focar em 2022.

Rali da Bairrada. Rodavam ao ataque naquela que era apenas a segunda especial do ano. O Citroen Saxo do Prototype FS Rallye Team abordou “uma curva estreita de 90 graus a cerca de 120 km/h e ficámos sem travões!”, recorda Ricardo Sismeiro, Team Manager e navegador da equipa.

E nesse momento tudo mudou. A partir do acidente, “o foco deixou de ser o CCR e passou para a recuperação física do Fábio e, conseguida esta, também para a necessidade de colocar o Citroen Saxo em condições perfeitas e voltarmos a ter confiança no carro”. Fábio Santos corrobora as palavras do seu companheiro e lamenta que “o acidente tenha arruinado claramente as espectativas desportivas elevadas com que encarávamos a época. Queríamos andar entre os melhores e evoluir o máximo possível, pois sabíamos das nossas limitações perante os adversários sabíamos que tínhamos de trabalhar bastante”.

O resto da época foi feito, segundo o piloto, sempre “em crescendo para repor os níveis de confiança e, quando já estávamos no nível desejado, um excesso fez-nos voltar a sair de estrada em Vouzela!”. Curiosamente, o erro não afetou a confiança. Ricardo Sismeiro diz que “apesar da saída de estrada, Vouzela marcou-nos positivamente pela conquista da plena confiança no carro e do pleno prazer de conduzir do Fábio”.

Com o abandono, quaisquer ambições no CCR e no Desafio Kumho “estavam perdidas. Fomos mais soltos para o Rali Vidreiro e, acabamos por fazer uma prova limpa dentro do top 10”, salienta Fábio Santos, tendo logo após o rali a equipa “decidido terminar aí a época. Daí para cá testamos e temos treinado de forma a entrar em 2022 fortes”.

A equipa tem sido das mais destacadas ao longo das várias edições do Desafio Kumho Portugal, competição onde Fábio Santos e ricardo Sismeiro já saborearam o doce néctar do triunfo. O piloto considera que “o Desafio Kumho é importante para os ralis nacionais. Os pneus são bons, os prémios são bons e a competitividade é ótima. Penso que tem todos os ingredientes para durar muitos anos!”, com o navegador e líder a destacar que “existe uma diferença muito grande entre pneus de competição e pneus convencionais de “street racing”. Os Kumho são pneus muito válidos e o Desafio Kumho tem sido uma opção muito aliciante não só para os pilotos de topo, mas também para proporcionar o acesso, com preços mais convidativos e prémios, a pilotos que ainda não disputam os lugares cimeiros”.

Agora e como a dupla diz, a “série negra” de 2021 já lá vai. É tempo de “mudar o chip” por completo e concentrar forças e motivação na época que se avizinha.

Fábio Santos revela que “queremos fazer o maior número de ralis possível. Ainda não sabemos qual a competição quer iremos estar presentes, devido a não haver qualquer informação, mas os planos passam por manter o Citroen Saxo pois, no ponto de evolução que o carro se encontra, não justifica a troca a não ser que fôssemos fazer o Nacional”.

E é toda esta indefinição quanto aos campeonatos e respetiva regulamentação que também são colocadas no cerne do pensamento de Ricardo Sismeiro. O team manager e copiloto lamenta “a pouca clarificação das novas categorias, da calendarização das provas e suas regras. Ora isto é determinante para negociar apoios e para definirmos calendário e metas a atingir”.

Mas, apesar dessas vicissitudes que lhes são alheias, Ricardo Sismeiro vinca que “o que fizermos será para fazer como sempre. Com a máxima seriedade e empenho a condizer. Como novidade maior, 2022, muito provavelmente, será o nosso ano de estreia em ralis com pisos de terra”.

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