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Miguel Oliveira impressiona na estreia no WorldSBK: “Agora só precisamos de melhorar a qualificação”

A estreia de Miguel Oliveira no Campeonato do Mundo MOTUL FIM Superbike ficou marcada por uma exibição sólida e cheia de personalidade em Phillip Island, com o piloto português a somar pontos nas duas corridas principais e a terminar ambas dentro do top-8, apesar de ter partido do fundo da grelha. Num fim de semana exigente para a BMW, historicamente pouco favorável ao circuito australiano e com escasso tempo de testes de pré-temporada, o português demonstrou capacidade de adaptação e rapidez em todas as condições.

O arranque do fim de semana não foi fácil para o piloto da ROKiT BMW Motorrad WorldSBK Team. Uma queda logo na sua primeira volta rápida da sessão de Superpole impediu-o de registar tempo, obrigando-o a arrancar da última posição na grelha. Ainda assim, Oliveira protagonizou uma recuperação notável na Corrida 1, terminando no oitavo lugar e confirmando desde logo o seu potencial na nova categoria.

No domingo, a Superpole Race parecia encaminhada para mais um resultado forte. O português subiu posições rapidamente e encontrava-se no top-9 quando um problema técnico no quick shifter, nas voltas finais, comprometeu a prestação. Preso numa mudança, viu-se obrigado a reduzir o ritmo e terminou apenas em 18.º. “A Superpole Race estava a correr muito bem. Fiz muitas ultrapassagens para entrar no top nove, mas nas últimas voltas comecei a ter problemas na caixa e acabei muito desapontado”, explicou o piloto ao site oficial do campeonato.

A resposta surgiu poucas horas depois, numa Corrida 2 marcada pela chuva intensa e por condições extremamente difíceis. Partindo novamente do fundo da grelha, Oliveira protagonizou uma recuperação impressionante, lutando diretamente com o companheiro de equipa Danilo Petrucci e com Iker Lecuona pelos lugares da frente. No final, cruzou a meta em sétimo, num resultado que reforça a confiança para o resto da temporada. “Fazer esta recuperação desde trás em piso totalmente molhado foi provavelmente a coisa mais difícil que tive de fazer. A visibilidade era muito fraca, por isso terminar em P7 é algo com que temos de ficar satisfeitos”, afirmou.

O balanço global da estreia é claramente positivo. Oliveira mostrou evolução constante ao longo do fim de semana, rodou em todas as condições e demonstrou andamento para lutar de forma consistente pelos lugares do top-10, superando, inclusivamente, o desempenho do seu experiente colega de equipa em várias fases do evento.

Com o paddock a regressar agora à Europa, o foco vira-se já para a segunda ronda do campeonato, que terá lugar em Portugal, no Autódromo Internacional do Algarve. O piloto português acredita que o circuito algarvio poderá favorecer o pacote da BMW e encara a prova caseira com confiança reforçada.

“Foi um fim de semana intenso, mas a progressão está lá. Agora só precisamos de melhorar a qualificação, e tenho a certeza de que podemos fazê-lo em Portimão. Vamos para casa de cabeça erguida e com vontade de ser ainda mais competitivos”, concluiu Miguel Oliveira.

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