Kenneth Hansen confiante no rumo do Rallycross e defende redução de custos

Kenneth Hansen, o piloto mais titulado da história do Campeonato da Europa de Rallycross, mostrou-se confiante quanto ao futuro da modalidade, considerando que o rallycross está a seguir o caminho certo rumo a uma nova fase de crescimento.
Com 14 títulos europeus conquistados entre 1989 e 2008, o sueco de 65 anos continua profundamente ligado à disciplina através da Hansen Motorsport, estrutura familiar que já conquistou três títulos mundiais de equipas desde 2015. Numa fase de transição importante para o World RX, que fará uma pausa de dois anos antes de regressar em 2028 com novos regulamentos técnicos, Hansen acredita que o trabalho em curso é determinante para garantir sustentabilidade.

Em declarações ao site especializado Pure Rallycross, o antigo campeão sublinhou a importância de gerir cuidadosamente a mudança de geração de carros. “A questão-chave é a transição entre os carros antigos e os novos, que tem de ser gerida com muito cuidado. É essencial considerar os carros que já existem, mas ao mesmo tempo avançar claramente na direção futura e garantir que todos tenham uma oportunidade de ser competitivos”, afirmou.
A FIA colocou o controlo de custos como uma das prioridades para o novo ciclo do Campeonato do Mundo, procurando tornar a modalidade mais acessível. Hansen defende essa abordagem e considera positiva uma maior aproximação aos regulamentos do rali. “Se as equipas estão a investir no desporto, é vital que possam utilizar esses carros em vários campeonatos, incluindo séries nacionais. Aproximar-nos dos regulamentos do rali é uma boa escolha, especialmente se isso permitir cortar custos – é imperativo que esta evolução resulte em orçamentos mais reduzidos”, explicou.
O sueco recorda ainda que, no passado, a base técnica proveniente do rali facilitava o acesso ao rallycross. “É muito mais simples para pilotos e equipas entrarem no rallycross com base num carro de rali já existente do que comprar um carro específico de rallycross. Nos tempos do Grupo A ou Grupo N era mais fácil encontrar carros – começava-se com um carro de rali e adaptava-se progressivamente para o tornar mais adequado ao rallycross. Isso criava muito mais possibilidades.”
Reconhecendo a complexidade do momento atual, Hansen mantém-se otimista quanto às decisões que estão a ser tomadas. “Acredito sinceramente que a FIA está a refletir profundamente sobre cada decisão. É uma situação complexa de resolver, mas é certamente possível de resolver.”
Com a experiência de quem viveu diferentes ciclos da modalidade, Kenneth Hansen mostra-se convicto de que os passos agora dados poderão preparar o terreno para um renascimento equilibrado e sustentável do Rallycross mundial.



