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Hélder Rodrigues termina o Dakar 2026 na sua 13.ª participação

Hélder Rodrigues concluiu a sua participação no Dakar Rally 2026, naquela que foi a 13.ª presença do piloto português na prova mais dura do todo-o-terreno mundial e a segunda aos comandos de um SSV. Ao volante de um Polaris RZR PRO, inscrito pela Santag Racing, Hélder Rodrigues, navegado por Gonçalo Reis, não alcançou o resultado ambicionado, apesar de ter demonstrado por diversas ocasiões andamento para discutir posições com os melhores da categoria.

Ex-campeão do mundo de todo-o-terreno em motos, Hélder Rodrigues voltou a evidenciar a sua competitividade e experiência ao longo das etapas, mas vários contratempos mecânicos impediram-no de manter uma presença mais regular nos lugares da frente da classificação dos SSV. Ainda assim, a sua prestação confirmou a capacidade de adaptação a esta nova fase da carreira, depois de uma longa trajetória ao mais alto nível nas duas rodas.

A competir no Dakar desde 2006 sem nunca conhecer o sabor amargo da desistência, Hélder Rodrigues construiu um palmarés de grande relevo na prova, com destaque para duas presenças no pódio em 2011 e 2012, nove vitórias em etapas e dez classificações no Top 10 da geral ao longo das suas participações.

No final da prova, já em Yanbu, o piloto português destacou o espírito de equipa e a dureza da edição de 2026. “Hoje terminou o Dakar com muitas emoções e felicidade para toda a gente. Um Dakar duro que não perdoa quando temos problemas, mas tentamos sempre superar e melhorar todos os dias. Toda a gente deu o seu melhor em todas as áreas. Muito obrigado a toda a equipa Santag e aos meus mecânicos Pedro Machado e João Roque e ao meu amigo e companheiro Gonçalo Reis por passar todas estas aventuras comigo”, afirmou.

A 48.ª edição do Dakar Rally teve um total de cerca de 8.000 quilómetros, dos quais aproximadamente 4.900 foram disputados contra o cronómetro. A prova contou com um prólogo e 13 etapas, com partida e chegada em Yanbu, junto ao Mar Vermelho, e um dia de descanso em Riade. O percurso incluiu ainda duas exigentes etapas maratona, nas quais os concorrentes pernoitaram sem apoio de equipas de assistência, sendo responsáveis pela manutenção das viaturas e pela sua própria logística, numa das maiores provas de resistência do desporto motorizado mundial.

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