Arūnas Raišys domina Dakar Classic e leva o Defender à vitória

Arūnas Raišys foi o grande protagonista da sexta edição do Dakar Classic, impondo-se de forma clara e autoritária numa prova onde raramente deixou margem para dúvidas. Depois de, em 2025, ter colocado no pódio um Land Rover Series III “sem passado competitivo”, naquela que foi a sua primeira participação sem equipa de assistência, o piloto lituano confirmou em 2026 todo o seu valor ao assumir o estatuto de referência absoluta da disciplina.
Desde o arranque em Yanbu, Raišys manteve-se sempre no pódio da classificação geral, passando dez dias consecutivos na liderança. A sua consistência foi reforçada pelos contratempos sofridos pelos principais adversários: Maxence Gublin, também aos comandos de um Defender, enfrentou problemas mecânicos logo no início da prova; Lorenzo Traglio viu-se impossibilitado de alinhar numa das etapas com o seu Nissan Tecnosport; e o Porsche do antigo vencedor Juan Morera perdeu uma correia, afastando o espanhol da luta numa das jornadas decisivas. Estes episódios acabaram por abrir caminho à afirmação definitiva do lituano como uma das grandes figuras do Dakar Classic.
O segundo lugar final foi conquistado pelo checo Ondřej Klymčiw, que alcançou em Yanbu o melhor resultado da sua carreira em cinco participações na prova. O pódio ficou completo com o italiano Josef Unterholzner, que garantiu a terceira posição após uma campanha sólida e regular.
A luta pela vitória colocou frente a frente dois Mitsubishi Pajero e o Defender vencedor, sendo este apenas o segundo automóvel não japonês a triunfar no Dakar Classic desde a estreia da competição, quebrando quatro anos consecutivos de domínio da Toyota. O sucesso do Defender encerra um ciclo e sublinha a diversidade técnica que caracteriza esta categoria dedicada aos veículos históricos.
Este triunfo fez ainda de Arūnas Raišys o quinto campeão da história do Dakar Classic. A sua primeira campanha em parceria com o francês Christophe Marquès, navegador experiente e reconhecido pelo seu rigor profissional, revelou-se um êxito absoluto, evocando simbolicamente a vitória inaugural de um Range Rover no Dakar de 1979. Um resultado que liga passado e presente, reforçando o espírito histórico e competitivo que define o Dakar Classic.



