Montanha

Uma despedida cheia de simbolismo para Parcídio Summavielle na Falperra

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Tal como prometera o piloto de Fafe fez a sua despedida das pistas da Montanha na prova ‘rainha’ do campeonato, nas condições possíveis somando mais um resultado positivo, que por muito pouco não foi mais uma vitória na Divisão Turismo 3.

Sabia-se que a 41ª Rampa da Falperra iria ser um momento muito especial para Parcídio Summavielle e foi-o. Primeiro pelo facto de ser o momento alto da temporada, em que o Campenato de Portugal de Montanha JC Group se encontra com o Campeonato da Europa da disciplina. Depois porque a subida ao Sameiro é mítica e histórica na disciplina, e por último, o aspeto talvez mais importante, tratar-se da despedida anunciada do piloto edil. E foi-o.

Ainda assim Parcídio salienta a dimensão da prova organizada pelo Clube Automóvel do Minho: “Foi uma festa extraordinária. Não é fácil organizar uma prova com tantos pilotos, e talvez por isso não decorreu sem problemas. Houve pilotos que manifestaram o seu desagrado com algumas coisas que se passaram”.

“Os pilotos do ‘Nacional’ não gostaram a forma como foram tratados, e eu percebo-os. Pois o Drift deixou o asfalto do traçado muito sujo. Mas por outro lado a organização tem compromissos com os patrocinadores, que eu também entendo. Falamos muito entre nós sobre o que aconteceu”, referencia também o piloto fafense.

Já sob o ponto de vista desportivo Parcídio Summavielle disse que a sua atuação ficou limitada pelas condições em que alinhou: “Embora tenha feito tudo, depois da Rampa da Arrábida, para tentar arranjar pneus novos para disputar a Falperra, a verdade é que não os consegui. Assim sendo fiz os possíveis para obter o melhor resultado, ficando a 0.4 do Bruno Carvalho, a quem endereço desde já os parabéns”.

O “Bisturi de Fafe” referiu ainda que “com pneus usados não podia arriscar mais do que arrisquei, e a cada subida que fazia eles ficavam cada vez mais degradados. Mas fiquei contente com o meu desempenho, sendo que fui dos poucos pilotos também inscritos no Europeu, competindo no Grupo 5. E mesmo tendo em conta as minhas limitações fiquei a 1.5s do melhor do grupo.  Só posso estar contente comigo e com a minha equipa, RG Competições, a quem agradeço bastante a ajuda”, destaca também o piloto-edil.

Parcídio Summavielle deixa as rampas como piloto, mas não como membro da APPAM, tendo garantido “tudo fazer para ajudar os pilotos de montanha, já que o campeonato vive um bom momento, em contraciclo com outras disciplinas do automobilismo. Por isso vão contar com o meu contributo sempre que o desejarem”. Quando a um possível regresso, o piloto fafense não diz “nunca, porque ninguém sabe o futuro. Podendo ocorrer uma participação esporádica num rali ou numa prova de velocidade. Nunca se sabe”.

Sendo certo que agora se vai concentrar totalmente nas suas funções na autarquia durante o Rali de Portugal, “pois é uma enorme responsabilidade, uma vez que Fafe recebe a prova no seu último dia e temos de nos empenhar para que tudo corra pelo melhor da nossa parte”.

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