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PTRX: Jorge Machado assinou época em grande num ano atípico e difícil

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O craque de Lousada lutou até ao fim pelo título que, pelas exibições e vitórias, esteve perfeitamente ao seu alcance. Aos comandos do seu Citroen C2 S1600, provou, à saciedade, todo o seu talento e foca já na época de 2021, onde quer voltar a estar na luta pelo cetro nacional. Mesmo, assim logrou assegurar o pódio na divisão rainha da modalidade.

O arranque da época, ainda em fase pré pandemia, foi atribulado para Jorge Machado. Em Sever do Vouga, um conjunto de pequenos incidentes tirou o piloto da decisão da corrida, mas almejou garantir alguns pontos, com um 10º lugar final.

Depois, o confinamento provocado pelo COVID-19 provocou um longo defeso e o regresso à competição seria remetido já para o início do Verão. Essa fase foi, segundo o piloto lousadense, aproveitada “para alguns testes que validaram uma profunda revisão que fizemos ao C2 e enfrentamos o recomeço com muita ambição, cientes de que poderíamos estar na luta pelos triunfos”.

No entanto, a sorte nada quis com Jorge Machado. Em plena pista da Costilha, circuito de eleição e “da casa” para o piloto, um problema mecânico forçou-o a baixar os braços na corrida decisiva, quando estava na refrega pelo pódio, registando um 8º lugar final, nada consentâneo com o ritmo que apresentou durante todo esse fim-de-semana.

O PTRX rumou depois a sul, até terras albicastrenses, com Castelo Branco a receber a terceira prova que foi palco de mais um momento aziago para Jorge Machado. Ao longo de todo o fim-de-semana, o craque de Lousada ostentou um nível competitivo verdadeiramente fora de serie, assegurando a 2ª posição na grelha de partida para a final. E no arranque, o piloto passou das palavras aos atos. Arrancou que nem um míssil, chegando ao final da reta a liderar, “com quase um carro de avanço sobre os outros. Então, pouco antes da abordagem à primeira curva, um toque de outro piloto atirou o C2 contra o muro e os danos levaram-me a abandonar”, recolhendo pontos com o 7º lugar final.

A série de infortúnios terminou mesmo aí porque Jorge Machado reservou para a fase decisiva da temporada o melhor de si, da equipa e do C2.

Mação e Montalegre, onde se disputaram, respectivamente, a 4º e a 5º prova do calendário, assistiram a verdadeiros recitais de condução do piloto, que suplantou toda a forte concorrência e colocou no seu palmarés duas fabulosas vitórias consecutivas que, para além de premiarem todo o seu talento e esforço, o recolocaram na luta pelo título nacional, a uma prova do fecho da temporada.

Mas o balde de água fria estava para ser servido. Depois de indecisões e adiamentos, a FPAK anulou mesmo a última prova, prevista para Sever do Vouga, dando o campeonato por concluído e remetendo Jorge Machado a um positivo, mas agridoce, 3º lugar final no campeonato.

No rescaldo, o craque lousadense, sente-se “muito orgulhoso da época que conseguimos. Julgo que demonstrei em pista ter andamento para lutar pelas vitórias e pelo título. A equipa esteve fantástica ao longo de toda a época. Nunca virou a cara á luta e fomos sempre trabalhando para melhorar o C2, tendo atingido um excelente nível competitivo. Estou muito orgulhoso das nossas exibições, muito feliz pelas duas vitórias obtidas e pleno de convicção de que seremos ainda mais fortes no futuro!”.

No entanto, Jorge Machado não esconde alguma “desilusão com a anulação da última prova prevista no calendário. Estávamos em crescendo, a poucos pontos da liderança e tínhamos todas as condições para lutar pelo título. Julgo que a decisão poderia ter sido outra. No entanto, quero dar os parabéns ao Rogério que, pela excelente época que fez, é um campeão com mérito”.

O lousadense fechou a sua análise da época 2020 com “um profundo agradecimento aos meus patrocinadores, à minha família e à minha equipa. Sinto-me muito apoiado e acarinhado e tudo farei para poder premiar quem me apoia com uma magnífica época em 2021!”.

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