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Brock Heger domina a categoria SSV e revalida título no Dakar 2026

Brock Heger foi o senhor absoluto da categoria SSV no Dakar 2026. O piloto norte-americano defendeu com sucesso o seu título, conquistando seis vitórias em etapas e terminando a prova com mais de uma hora de vantagem sobre a concorrência. Aos comandos de um Polaris da equipa Loeb Fraymedia Motorsport / RZR Factory Racing, Heger impôs um domínio total do primeiro ao último dia, deixando os adversários a lutar apenas pelas posições secundárias.

Atrás do campeão, o também norte-americano Kyle Chaney foi uma das grandes revelações da prova, alcançando o segundo lugar logo na sua estreia no Dakar. O rookie completou um histórico “um-dois” dos Estados Unidos, reforçando a hegemonia americana na categoria nos últimos anos e contribuindo para o terceiro triunfo consecutivo da Polaris nos SSV.

A marca conseguiu impor-se apesar da forte pressão exercida pelos Can-Am, que mostraram velocidade e competitividade, mas nunca conseguiram ameaçar seriamente o topo da classificação. Destaque para Jeremías González Ferioli, vencedor de duas etapas, e para os triunfos pontuais de Chaleco López, Kyle Chaney e João Monteiro.

O terceiro lugar final sorriu a Xavier de Soultrait, que colheu os frutos de uma campanha marcada pela resiliência. Antigo piloto de motos, o francês, que fez a transição para as quatro rodas há algumas temporadas, conquistou o pódio depois de duas semanas repletas de contratempos, incluindo a necessidade de competir em tração a duas rodas durante a exigente segunda etapa maratona-refúgio.

Entre os nomes sonantes, Johan Kristoffersson confirmou que o deserto exige mais do que talento imediato. Apesar do vasto currículo no rallycross, o sueco ficou a poucos segundos da vitória na etapa final em Yanbu, deixando boas indicações para o futuro. Já o seu companheiro de equipa na Polaris, Gonçalo Guerreiro, começou em grande ao vencer a etapa 2 e assumir a liderança da geral, chegando ao dia de descanso na quinta posição. No entanto, uma queda na etapa 8 resultou numa fratura no braço, ditando o fim prematuro da sua participação.

Com este desempenho autoritário, Brock Heger fecha mais um Dakar de referência e deixa antever que, em 2027, poderá ter de enfrentar uma concorrência ainda mais feroz — possivelmente dentro da própria estrutura.

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