Montanha

Super Challenge: Luís Nunes vence na Penha duelo com José Lameiro

Este é um reino cada vez mais dominado pela “cavalaria” e pela tração dos “monstros” que povoam o Grupo SC-A. Na Penha, três dos protagonistas dessa estirpe competitiva reservaram os lugares do pódio da categoria, fazendo valer toda a razão da potência e da capacidade para colocar a mesma no asfalto.

E se no final, o campeão em título e habitual dominador acabou por vencer, tal não aconteceu sem que Luís Nunes enfrentasse oposição musculada, sendo de assinalar que pela primeira vez o piloto da Nunes Sport se viu suplantado numa das subidas de prova, no caso a segunda, sendo depois obrigado a “puxar pelos galões” no derradeiro confronto contra o cronómetro, para suplantar um endiabrado José Lameiro.

Nunes venceu a subida inaugural, colocando o seu Skoda Fabia da Nunes Sport a rodar mais rápido dois segundos do que o Skoda Fabia MKIII Super Car do piloto da Diatosta. Mas este apareceu no domingo com uma alma renovada e foi 2,2 segundos mais rápido do que o “Foguetão de Valpaços” na segunda subida, indo para a derradeira no comando da categoria. Estávamos perante uma novidade!

Mas Nunes ainda tinha um “coelho na cartola” e na última subida fez, de longe, o seu tempo mais rápido, suplantando aí Lameiro por 3,8 segundos, mantendo assim a sua invencibilidade. No fecho, ambos se quedaram separados por uns enganadores 5,7 segundos. O duelo foi mais intenso do que essa diferença faz parecer.

Realce para a façanha de Luís Nunes, que juntou ao seu palmarés mais uma presença num pódio absoluto, sendo 3º da geral nesta Rampa da Penha.

A fechar o pódio da categoria e do grupo, encontrámos José Pedro Gomes. Nesta sua primeira aparição da temporada, o piloto da XMP Racing ostentou um forte andamento com o seu revigorado Opel Astra Super Car e será um protagonista a ter em conta nas próximas provas.

Tremenda foi também a luta que decidiu os destinos do Grupo SC-C. O plantel viu-se reforçado com dois pilotos de referência vindos do Ralicross, a saber, Mário Barbosa e Bruno Campos, bem alicerçados nos seus potentes Citroen Saxo S1600, ficando desde logo claro que Bruno Carvalho iria ter muito trabalho para impor o seu Citroen Saxo.

Carvalho ainda levou o carro francês da LX Sport à vitória na subida de prova inicial, embora por escassos cinco décimos de segundo em relação a Barbosa, enquanto Campos era terceiro a apenas 1,6 segundos.

No domingo, Mário Barbosa foi claramente melhor, atacando e colocando o seu Saxo KIT CAR na frente das duas subidas, terminando com uma vantagem de 1,6 segundos em relação a Bruno Carvalho, sendo de registar que este enfrentou alguns problemas mecânicos no seu carro. Registe-se que Mário Barbosa foi ainda 5º da geral da categoria e isto apesar de nunca ter utilizado os chamados pneus “slick”. Quanto a Bruno Campos fechou o pódio os SC-C a 5,7 segundos do vencedor.

Nos SC-D, a Penha assistiu ao regresso de Luís Silva e do seu icónico BMW M3 da Famaconcret. O rápido piloto fez jus ao seu cognome “Canhão de Famalicão” e foi sempre o mais rápido, com a exceção da segunda subida de prova, devido a um pião na chamada “curva do penedo”.

Luís Silva terminou com uma vantagem de 2,6 segundos sobre Pedro Alves e destaque-se ainda que, para além deste triunfo nos SC-D, o famalicense foi 4º da geral na categoria. Já Pedro Alves continua a ser um piloto muito lesto e está a fazer um excelente trabalho de desenvolvimento no seu KIA Ceed, sendo de esperar que cedo esteja na luta pelo triunfo. O pódio fechou com a BMW 320 SW do jovem Carlos Pouca Sorte. O jovem piloto de Resende está muito eficaz com a carrinha alemã da Megamotors e este foi o seu segundo pódio consecutivo.

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