Ralis

Rúben Rodrigues chega invicto à Madeira e coloca rivais sob pressão

Líder destacado do CPR venceu todas as provas que disputou e parte para o rali mais longo da temporada com margem confortável. Pedro Almeida, José Pedro Fontes, Gonçalo Henriques, Pedro Meireles, Armindo Araújo e Ricardo Teodósio precisam de reagir para manter viva a luta pelo título.

Rúben Rodrigues chega ao Rali da Madeira como o homem a bater no Campeonato de Portugal de Ralis. Aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2 da Auto Açoreana Racing, o piloto açoriano venceu todas as jornadas em que participou e construiu uma vantagem importante antes da quarta das oito provas da temporada. Disputado entre 30 de julho e 1 de agosto, o Rali da Madeira assinala o final da primeira metade do campeonato e poderá revelar-se decisivo para clarificar a verdadeira dimensão das candidaturas ao título nacional.

Até ao momento, apenas outro piloto venceu uma prova do CPR em 2026. Pedro Almeida impôs-se no Rally de Lisboa, uma das jornadas opcionais juntamente com o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, e surge como o adversário mais próximo de Rúben Rodrigues, a 17 pontos do líder.

Nas contas finais do campeonato serão considerados os sete melhores resultados das oito jornadas, mas as diferenças já construídas pelo piloto da Auto Açoreana Racing obrigam os rivais a procurar uma reação imediata.

Concorrência obrigada a atacar

José Pedro Fontes chega à Madeira a 32 pontos da liderança, enquanto Gonçalo Henriques está a 35. Pedro Meireles tem uma desvantagem de 39 pontos e Armindo Araújo e Ricardo Teodósio encontram-se ambos a 41. A margem permite a Rúben Rodrigues adotar uma abordagem mais controlada, ao contrário dos principais perseguidores, que necessitam de reduzir o fosso antes da entrada na segunda metade da época.

O líder já demonstrou sentir-se confortável nas estradas madeirenses, como ficou patente na recente participação no Rali da Calheta, prova integrada no Campeonato de Ralis CORAL da Madeira. Contudo, o Rali da Madeira apresenta uma exigência muito superior. Com 15 classificativas e 202,52 quilómetros ao cronómetro, será a prova mais longa da temporada e uma das mais severas para as mecânicas.

Num rali desta dimensão, a fiabilidade, a gestão dos pneus e a capacidade para manter um ritmo elevado durante três dias poderão ser tão determinantes como a velocidade pura.

Fontes, Henriques e Meireles procuram resposta

José Pedro Fontes chega particularmente motivado a uma das suas provas preferidas e determinado a colocar o novo Lancia Ypsilon Rally2 entre os candidatos aos melhores lugares do CPR. Gonçalo Henriques procura finalmente uma jornada sem contratempos com o Hyundai i20 N Rally2, depois de uma primeira parte da temporada marcada por pequenos problemas. O comportamento do modelo nas estradas insulares será, contudo, um dos pontos de interrogação.

Pedro Meireles também precisa de aproveitar a Madeira para recuperar terreno, enquanto Armindo Araújo, protagonista da luta pelos títulos nas duas últimas temporadas, permanece entre os pilotos capazes de alterar o rumo do campeonato. Ricardo Teodósio completa o grupo de candidatos que ainda procura uma vitória em 2026 e para quem um resultado forte na ilha será fundamental.

Meeke, Ruiloba e Basso elevam fasquia

Embora não interfiram diretamente nas contas do CPR, três pilotos internacionais acrescentam qualidade e dificuldade à luta pela vitória absoluta. Diego Ruiloba regressa com o Citroën C3 Rally2 para tentar o terceiro triunfo consecutivo, depois de ter vencido as edições de 2024 e 2025.

Giandomenico Basso, tetravencedor da prova, alinhará com um Škoda Fabia RS Rally2 e procura acrescentar novo sucesso a um palmarés que inclui triunfos em 2006, 2007, 2009 e 2013. Kris Meeke regressa ao Toyota GR Yaris Rally2 com o objetivo de conquistar uma prova que ainda não figura no seu currículo. Campeão português em 2024, o britânico será seguramente um dos pilotos mais rápidos do pelotão.

Madeira apresenta candidatos próprios

Os principais protagonistas do Campeonato de Ralis CORAL da Madeira também entram na discussão pelos primeiros lugares. Miguel Nunes, atual líder regional, alinhará com um Škoda Fabia RS Rally2, enquanto João Silva defenderá as cores da Toyota com um GR Yaris Rally2. Alexandre Camacho apresenta-se com o estatuto de recordista da prova, somando seis vitórias, e volta a ser um dos nomes incontornáveis da luta pela geral.

Miguel Caires e Artur Quintal reforçam o grupo de pilotos locais com viaturas Rally2, num pelotão onde o conhecimento das classificativas poderá assumir particular importância.

João Rodrigues defende liderança nas 2RM

A competição do CPR destinada às duas rodas motrizes contará com sete participantes, incluindo os principais candidatos ao título. João Rodrigues chega à Madeira na liderança com o Peugeot 208 Rally4 e terá como adversários diretos Hélder Miranda, também em Peugeot, e Pedro Silva, aos comandos do Lancia Ypsilon Rally4.

Pedro Câmara regressa à competição nacional com outro Peugeot 208 Rally4, juntando-se a Rafael Cardeira e ao ucraniano Anton Korzun, vencedor da categoria na Madeira em 2025. Afonso Seixas completa o pelotão do CPR 2RM com o Renault Clio Rally5.

Com o líder absoluto invicto, vários candidatos obrigados a recuperar pontos e um conjunto de estrelas internacionais e locais capaz de discutir a vitória, o Rali da Madeira promete ser o primeiro grande momento de verdade na luta pelo título nacional de 2026.

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