Ralis

Rui Madeira enfrenta Rally de Lisboa com ambição e Mário Castro de regresso ao lado direito

Rui Madeira vai marcar presença no Rally de Lisboa, prova do Campeonato de Portugal de Ralis, assumindo um desafio de elevada intensidade numa competição que reúne algumas das mais fortes equipas e pilotos do panorama nacional. Para esta participação, o consagrado piloto português volta a contar ao seu lado com o experiente Mário Castro, repetindo uma dupla que já competiu em 2023.

Ao volante do renovado Hyundai i20 Rally2 da CRN Competition, Rui Madeira encara com motivação este regresso a uma prova que, na sua perspetiva, há muito justificava a promoção ao principal campeonato nacional da modalidade: “O Rally de Lisboa há muito que aguardava pela subida ao Campeonato de Portugal de Ralis, depois de durante três anos ter sido o evento que acolheu a Taça de Portugal de Ralis”.

O piloto destaca o enorme esforço desenvolvido pela organização para garantir a realização da prova, num contexto especialmente exigente, na sequência das fortes intempéries que afetaram a região: “Acreditem que foi muito difícil montar este ano a prova, pois depois da enorme tempestade a organização foi obrigada a refazer o itinerário em diversos municípios onde a prova se desenrola”.

Em termos desportivos, Rui Madeira encara esta presença como uma oportunidade exigente, mas também altamente motivadora. “Vou voltar a fazer dupla com o Mário Castro, depois da prova em 2023. Estamos motivados e as classificativas são desafiantes pela variedade de pisos e por traçados muito rápidos”, afirma.

Entre os momentos-chave da prova, Rui Madeira olha com especial atenção para a classificativa de abertura, que considera importante para perceber o posicionamento competitivo da dupla: “O primeiro dia começa com a classificativa na Tapada de Mafra que, a meu ver, é a mais completa, pois tem ganchos, bom piso, piso escorregadio e zonas muito rápidas, o que servirá de barómetro para ver como nos situamos na geral”, observa.

A exigência do percurso será ainda acrescida pelo facto de a primeira etapa contemplar um conjunto muito longo de classificativas sem assistência intermédia: “O facto de serem cinco classificativas sem assistência vai obrigar a saber gerir os pneus e tentar sair para a segunda etapa nos cinco ou seis primeiros”, refere o piloto, acrescentando que uma das prioridades da equipa passa por encontrar o melhor compromisso técnico do Hyundai para as condições esperadas. “Apenas nos falta ‘acertar’ o Hyundai para os pneus mais duros, pois até à data temos utilizado misturas intermédias, e pensamos que será essa a solução para o calor esperado”.

Já na segunda etapa, Rui Madeira acredita que o conhecimento recente de parte do percurso poderá representar uma vantagem importante. “No segundo dia repetimos as classificativas e teremos vantagem na Power Stage de Almargem do Bispo, por ter 90 por cento do percurso igual ao passado Rally das Camélias”, destaca.

Num rali que reúne 17 Rally2, o piloto não esconde a consciência do grau de dificuldade da missão: “Sabemos que o ritmo e as equipas vão estar fortes, mas acreditamos que no final podemos estar no Top Five”, afirma, deixando também um apelo ao público: “Que seja uma prova em que o público venha assistir em força, mas em segurança”.

Do lado direito, Mário Castro encara este regresso com entusiasmo e espírito competitivo. “Uma vez que o Pedro Meireles não nomeou o Rally de Lisboa para pontuar no CPR, estarei presente ao lado do Rui Madeira no Hyundai i20 Rally2. Recebi o convite do Rui, o qual aceitei com muito agrado. É nosso intuito fazer um bom rali, tentando sempre o nosso melhor, cientes das dificuldades que vamos enfrentar perante uma concorrência forte. Queremos andar perto das melhores equipas do CPR”.

A ação arranca oficialmente na sexta-feira, 29 de maio, com a Cerimónia Oficial de Partida Simbólica, junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, às 14h45, seguida da partida real às 16h15, a partir de Encarnação, em Mafra. O shakedown decorre entre as 07h30 e as 10h30, em Sobral da Abelheira.

O primeiro dia integra as classificativas de Tapada de Mafra, Sobral de Monte Agraço, Vila Franca de Xira e Alenquer, antes da Super Especial de Mafra, enquanto o segundo dia repete os troços da véspera, culminando na Power Stage Sintra/Almargem do Bispo e no encerramento simbólico com a City Stage da Marina de Cascais.

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