Montanha

RACAR Motorsport avança com apelo após alteração da classificação da Taça de Portugal de Montanha

A polémica em torno da classificação final da Taça de Portugal de Montanha JC Group 2026, disputada na Rampa Internacional da Falperra, conheceu esta quarta-feira um novo capítulo, com a RACAR Motorsport a confirmar oficialmente a apresentação de um Apelo Formal relativamente à decisão do Colégio de Comissários Desportivos (CCD) que alterou o vencedor da prova.

Recorde-se que, após a competição disputada no passado fim de semana na Falperra, a vitória absoluta da Taça de Portugal tinha sido inicialmente atribuída a José Rodrigues, aos comandos do Porsche 992 GT3 Cup preparado pela RACAR Motorsport, depois do piloto bracarense superar por apenas 594 milésimos de segundo o também bracarense Patrick Cunha.

No entanto, já esta terça-feira, o CCD da prova organizada pelo Clube Automóvel do Minho emitiu uma nova decisão, considerando que o critério classificativo inicialmente aplicado – somatório das duas subidas oficiais de prova – não respeitava o regulamento federativo da Taça de Portugal de Montanha, que prevê que a classificação final seja determinada pelo melhor tempo obtido numa das duas subidas oficiais.

Na sequência dessa interpretação regulamentar, a classificação provisória foi alterada, passando Afonso Santos, na sua Osella PA2000 Evo2 da Powerhouse, a surgir como vencedor da Taça de Portugal de Montanha, diante de Patrick Cunha e de José Rodrigues.

Agora, através de comunicado oficial, a RACAR Motorsport confirmou ter apresentado “o competente Apelo Formal junto do Sr. Presidente do Colégio de Comissários Desportivos”, defendendo aquilo que considera serem “relevantes questões de natureza processual, regulamentar e jurídica”.

A estrutura que inscreve e apoia tecnicamente José Rodrigues faz questão de sublinhar que o apelo apresentado “não pretende colocar em causa o mérito desportivo de qualquer concorrente, equipa ou oficial de prova”, incidindo “exclusivamente sobre a legalidade, competência e procedimento associados à decisão posteriormente emitida pelo Colégio de Comissários Desportivos”.

No mesmo comunicado, a equipa esclarece ainda que considera que as classificações atualmente publicadas possuem “natureza provisória”, encontrando-se dependentes da apreciação do recurso apresentado e da subsequente decisão das instâncias desportivas competentes.

A RACAR Motorsport termina reafirmando “total respeito pelas instituições desportivas, pelos oficiais de prova, pelos pilotos concorrentes e pela Taça de Portugal de Montanha”, manifestando confiança de que os mecanismos regulamentares permitirão “um esclarecimento integral e transparente da situação”.

A controvérsia surgiu depois de uma edição da Falperra já marcada por vários episódios polémicos e por sucessivas alterações classificativas, incluindo desclassificações por incumprimentos relacionados com o peso mínimo regulamentar em algumas viaturas das categorias GT e Super Challenge.

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