Ralis

Toyota testa no algarve protótipo WRC27 com base no GR 86

A Toyota Gazoo Racing esteve recentemente no Algarve a realizar uma sessão de testes com um protótipo que poderá vir a representar a marca japonesa na próxima geração do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), prevista para entrar em vigor em 2027. A presença da estrutura nipónica em estradas portuguesas volta a colocar o país no mapa do desenvolvimento técnico da modalidade, numa fase crucial de preparação para uma nova era regulamentar.

Ao contrário das especulações iniciais que apontavam para um regresso ao histórico Celica, o modelo utilizado como base para o projeto é o Toyota GR86, desportivo compacto da marca japonesa que se destaca pelo conceito de tração traseira, baixo peso e forte ligação à filosofia de condução pura defendida pela Gazoo Racing. A escolha do GR86 representa uma aproximação entre a identidade desportiva atual da Toyota e o futuro dos ralis, reforçando a aposta em modelos emocionalmente fortes e reconhecíveis pelo público.

Ainda que o GR86 nunca tenha competido oficialmente no WRC, a sua imagem evoca a tradição da Toyota no desporto automóvel, marcada por modelos icónicos que ajudaram a construir o legado da marca no Campeonato do Mundo de Ralis ao longo das últimas décadas.

Os testes realizados em Portugal enquadram-se no desenvolvimento dos novos regulamentos técnicos WRC27, que irão substituir os atuais Rally1 a partir de 2027. A Federação Internacional do Automóvel (FIA) pretende, com este novo ciclo, reduzir custos, simplificar a tecnologia e facilitar a entrada de novos construtores e equipas privadas na categoria principal.

Entre as principais novidades do regulamento destacam-se a utilização de uma célula de segurança tubular comum (spaceframe), maior liberdade no design exterior das carroçarias, simplificação de vários componentes técnicos e o abandono da tecnologia híbrida, apostando numa solução mais sustentável do ponto de vista financeiro e operacional. O objetivo é garantir carros competitivos, seguros e visualmente distintos, ao mesmo tempo que se cria uma plataforma mais acessível para o futuro do campeonato.

A Toyota, estruturas mais forte da atualidade no WRC, surge assim entre as primeiras marcas a testar conceitos alinhados com a nova filosofia técnica. A escolha do Algarve para estas sessões volta também a sublinhar o papel das estradas portuguesas como laboratório privilegiado para o desenvolvimento de carros de rali, graças à diversidade de pisos e condições disponíveis.

Apesar de ainda não existirem confirmações oficiais quanto à configuração final do projeto, os ensaios agora realizados representam um passo importante na construção da próxima geração de carros do Mundial de Ralis, numa fase em que o WRC começa já a olhar para o futuro pós-2026.

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