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WRX 2025: Kristoffersson voltou a reinar no Mundial de Rallycross após época disputada até ao fim

Johan Kristoffersson voltou a confirmar o seu domínio no FIA World Rallycross Championship ao conquistar, em 2025, o oitavo título mundial em nove temporadas. Apesar do resultado final voltar a colocar o sueco no topo da modalidade, a época esteve longe de ser tranquila, com a luta pelo campeonato a manter-se em aberto até ao derradeiro fim de semana da temporada.

O arranque do campeonato deixou logo sinais de que a campanha seria mais exigente do que o habitual. Na ronda inaugural, disputada em Lousada, em Portugal, Kristoffersson terminou apenas na quinta posição depois de uma prova complicada com o Volkswagen Polo KMS 601 RX movido a combustível sustentável. Perante as dificuldades, a equipa Kristoffersson Motorsport optou rapidamente por regressar aos bem-sucedidos Volkswagen Polo RX1e elétricos, decisão que se revelaria determinante para o resto do ano.

Foi Niclas Grönholm quem saiu de Portugal na liderança do campeonato, depois de conquistar a vitória diante de um público numeroso e entusiástico, mantendo o comando da classificação até à prova húngara de Nyirád. Aí, um incidente na final acabou por relegar o finlandês para sexto, permitindo a Kristoffersson assumir a liderança e iniciar uma fase de grande consistência. A partir desse momento, o múltiplo campeão do mundo não terminou qualquer ronda abaixo do segundo lugar, consolidando gradualmente a vantagem na luta pelo título.

Ainda assim, o campeonato manteve-se equilibrado até ao final. Grönholm chegou a colocar pressão na derradeira jornada em Istambul, dominando as sessões de qualificação e mantendo viva a esperança de recuperação. Contudo, uma nova vitória de Kristoffersson acabou por fechar matematicamente o campeonato antes mesmo das corridas decisivas, garantindo o título ao piloto sueco. Grönholm terminou a temporada com o melhor resultado da sua carreira, assegurando o vice-campeonato por apenas um ponto de diferença para Ole Christian Veiby, que protagonizou uma forte segunda metade do ano com vitórias na Finlândia e na Turquia.

A temporada ficou igualmente marcada por boas prestações de outros protagonistas do paddock. Klara Andersson, companheira de equipa de Grönholm, concluiu o ano na quarta posição, somando mais um pódio ao seu percurso no mundial. Já os irmãos Timmy e Kevin Hansen viram a sua época terminar prematuramente devido a problemas de patrocínio, embora Timmy tenha sido um dos pilotos mais consistentes nas rondas iniciais, alcançando o pódio nas três primeiras provas do calendário.

Num campeonato dominado maioritariamente por máquinas elétricas, também houve espaço para o destaque dos carros com motor de combustão. Juha Rytkönen e Patrick O’Donovan protagonizaram desempenhos sólidos, conseguindo discutir posições de relevo e demonstrando que ainda existe competitividade fora do universo elétrico, mesmo perante a evolução tecnológica da modalidade.

No final, a combinação entre consistência, capacidade de adaptação e experiência voltou a fazer a diferença a favor de Johan Kristoffersson, que reforça o seu estatuto como a grande referência do rallycross moderno e encerra mais uma temporada histórica no topo do desporto.

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