Nuno Caetano conquista Top 2 na Porsche Pikes Peak Trophy by Yokohama

Enfrentando adversários rápidos e com um maior conhecimento dos de , Nuno Caetano fez história na sua estreia na Pikes Peak International Hill Climb, que é considerada a mais mítica prova de Montanha da América do Norte, conquistando o 2º lugar no Porsche Pikes Peak Trophy by Yokohama, categoria reservada aos Porsche Cayman GT4.
Pela primeira vez, na história da também conhecida como a “Corrida das Nuvens”, um piloto português ousou querer enfrentar os 19,99 km e as 156 curvas que estão no caminho dos pilotos até atingirem a altitude de 1438.6 metros, no cume de Pikes Peak, no Colorado, EUA, onde termina a prova fundada em 1916.

Quem melhor do que Nuno Caetano, o “gentleman driver” lusitano radicado em Londres, que arribou a este desafio depois de já ter enfrentado o frenético e muitas vezes fatal Tourist Trophy da Ilha do Man, com o seu palmarés a ter ainda um longo rol de provas de duas e quatro rodas e, neste particular, presenças regulares em provas de ralis, montanha, velocidade e todo-o-terreno.
Protagonizar esta estreia, representou para ele “um elemento adicional de orgulho. Faria mesmo se não fosse o primeiro português, mas gosto de meter uma estrelinha dessas no meu nome!”.
Top 2 a coroar uma exibição de grande nível
Nos treinos de adaptação foi sempre procurando conhecer os segredos da exigente e cruel montanha, logrando estabelecer o 2º melhor tempo na qualificação entre os Porsche Cayman GT4, sendo que esta fase da corrida utilizou apenas o segmento inicial do traçado.
Depois, aproveitou muito bem os restantes dois dias de treino, para conhecer melhores o segmento intermédio e o segmento final e para tentar perceber todas as armadilhas do percurso, até, finalmente, se preparar para o momento da verdade: a única subida de prova, onde qualquer falha, deitaria tudo a perder.

2 da manhã de domingo. Nuno Caetano chega a Pikes Peak.
“Que dia!… tive de conduzir de noite, bem cedo, para escapar ao trânsito. Depois, ainda dormitei no carro até às 5:30, comi qualquer coisa e fui para o breafing dos pilotos às 6.30 da manhã. Meti-me no carro uma hora depois. Às oito da manhã, parti para enfrentar Pikes Peak pela derradeira e decisiva vez!”.
E fê-lo de forma notável. Nuno Caetano imprimiu sempre um ritmo forte e o cronómetro recompensou a seu talento, parando nos 10:50.741, conquistando o segundo lugar no Porsche Pikes Peak Trophy by Yokohama, sendo de realçar que cedeu apenas 2,4 segundos para o vencedor, o seu colega de equipa Hayden Bradley, um jovem promissor piloto americano, suplantando outro piloto americano de referência, com experiência de IMSA, Hutton McKenna, terceiro classificado, a 5 segundos do piloto português.
Estava consumada a presença no pódio, logo na sua estreia, um resultado que Nuno caetano considera “completamente inesperado… não consegui preparar a prova como gosto, por causa dos vários compromissos de calendário, em abril, maio e junho. Foram ralis, que precisam de preparação e foco, o mesmo sucedendo com as provas de Montanha, com todos estes desafios a consumirem muita energia física e mental. Felizmente, consegui estar 3 semanas nos Estados Unidos, indo todos os dias a Pikes Peak. Mas, mesmo assim, enfrentei pilotos que, não passaram, treinaram mais de um mês, têm muitos mais meios financeiros e técnicos e mais experiência na prova, com o meu resultado a deixar a minha equipa surpreendida. Fiquei mesmo muito perto do Hayden, algo que nunca imaginaram. Queria realçar que adorei conduzir o Porsche. É um carro muito honesto e fiável… e encaixei bem. Depois, gostei muito do percurso em todas as vertentes. Tem partes que parecem circuito, outras partes são de uma rampa pura e, outras ainda, típicas de um rali. Fabuloso!”.


Quanto à experiência e à “american way” de viver as corridas, Nuno Caetano realça que todos se sintonizam “numa muito boa onda… acho que toda a gente adora correr em Pikes Peak e o espírito de competição é sobretudo focado na luta era contra a montanha e não uns com os outros. Senti-me em casa, muito como quando estou no CPM JC Group, integrando a Família da Montanha portuguesa!”.
“Próximo desafio?! O mais lógico seria o Dakar…”
Mas, o irreverente piloto lusitano nunca dá por concluída a sua sede de novas aventuras.
Já no próximo fim-de-semana, está de regresso aos comandos do Ford Fiesta Rally3 para, em conjunto com a copiloto Sofia Mouta, alinhar no Rali de Castelo Branco. Até ao fecho da época, tem ainda previstas as participações em provas dos campeonatos principais de todo-o-terreno, montanha e ralis, numa alternância constante que dá bem testemunho dos seus gostos ecléticos e capacidade camaleónica de competir nos mais diversos cenários.
Mas, o que pensa o piloto quanto a novo alvo “fora da caixa”? A sua resposta é imediata, assumindo que “a escolha mais óbvia seria começar a preparar uma participação no Dakar e, por ser algo que realmente é uma possibilidade, tenho estado a participar em provas de todo-o-terreno. A única coisa que poderá ser um handicap é o facto do Dakar ser uma prova muito longa, com muitos dias de competição e disperso rápido…. Aceitam-se sugestões e desafiava os leitores a colocarem ideias nas minhas redes sociais!”.




