Ralis

Paulo Neto: “apesar do acidente, o balanço do Rally de Lisboa é positivo”

Paulo Neto voltou aos comandos do Škoda Fabia Rally2 evo, navegado por Carlos Magalhães. O objetivo do piloto era ganhar ritmo competitivo ao longo dos dez troços do Rally de Lisboa, prova a contar para a Taça de Portugal de Ralis. 

A prova começou bem, com o sétimo lugar na primeira especial, com o piloto de Sintra a cair para a nona posição na segunda especial, posição onde se manteve ao longo de toda a prova. Mas, a pouco menos de 5 quilómetros do fim da prova, uma saída de pista deitou por terra o esforço da dupla assistida pela ARC Sport. O resultado acabou por ser o menos importante, com muitos dados recolhidos para o resto da época.

Apesar do desfecho inglório, Paulo Neto gostou da evolução que foi evidenciando ao longo da prova: “O rali não estava a correr mal. Não conhecíamos os troços e esse desconhecimento custou alguns segundos. Os troços eram rápidos e isso também influenciou, pois prefiro troços mais técnicos. O facto de estarmos há muito tempo sem competir no asfalto também pesou. Assim, apostamos numa toada regular, evoluindo a cada troço. Fomos melhorando ao longo do rali, no segundo dia já apresentamos um ritmo interessante, mas na última especial, numa zona mais suja, acabamos por sair de estrada. Os ralis são mesmo assim. O carro ficou um pouco danificado e há alguns estragos a reparar. Felizmente eu e o Carlos não sofremos qualquer mazela do incidente.”

Quanto à prova em si, Paulo Neto gostou do Rally de Lisboa, elogiando os troços: “São troços rápidos, mas que se tornam desafiantes, o que apreciei particularmente. Como tem algumas zonas mais técnicas, torna-se numa prova completa. Mas requer um bom conhecimento do terreno para tirar o máximo proveito. A nível organizativo, nada a dizer, tudo cinco estrelas. Uma nota apenas para os três dias de prova. Para 100km de ralis, talvez se conseguisse fazer tudo em dois dias e assim diminuir os custos de participação.”

O balanço final da prova acabou por ser positivo para Paulo Neto, que cumpriu os objetivos propostos: “O balanço da prova acaba por ser relativamente positivo. Sim, o resultado não foi o que pretendíamos, mas voltamos ao asfalto e fizemos um rali perto de casa. O resultado acaba por ser secundário, pois queríamos voltar a ganhar ritmo e dar retorno aos nossos patrocinadores, o que foi feito com sucesso. Fomos melhorando a cada quilómetro e recolhemos informações importantes para o resto do campeonato.”

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