José Grosso foi rei e senhor do Clássicos Desportivos Vodafone Rally de Portugal

A competição utilizou os traçados das duas Super Especiais, na Figueira da Foz e em Lousada. 16 equipas alinharam no tradicional programa de animação que o ACP reserva para os dois momentos, antecedendo a entrada ao serviço do plantel que alinha no rali.
Os aficionados que optam por saborear o espetáculo particular das Super Especiais integrantes do programa competitivo do Vodafone Rally de Portugal começam a chegar bem cedo aos recintos, pugnando por assegurar os melhores lugares, para não perderem pitada.

Ora, no caso da edição deste ano, a exemplo das anteriores, isso significou chegarem, na sexta-feira, algumas horas antes às bancadas e às zonas de peão do traçado urbano desenhado na Figueira da Foz e repetirem a dose na tarde de sábado, para se situarem no famoso anfiteatro natural do Circuito da Costilha, em Lousada.
Para que as horas de espera sejam animadas nada como o ACP promover uma competição reservada a carros clássicos que, desta feita, colheu os favores de 16 equipas, que fizeram as delícias dos milhares de espetadores presentes, encantados com a nostalgia que sempre provoca ver competir clássicos como os Porsche 911, os Ford Escort, os Opel Kadett, para já não falar de um raro Datsun 160J.

Em termos competitivos, a dupla de Leiria formada por José Grosso e João Sismeiro dominou por completo, levando o belo Escort RS 2000 X-Pack da Grossorent Classic Cars a um passeio triunfal, mercê da rapidez que ostentaram, aliada a uma condução espetacular que recebeu os favores do público.
No fecho das duas tiradas, José Grosso e João Sismeiro tinham um avanço de 11,1 segundos sobre o Opel Kadett C de Rui Fonseca e Cristiana Teixeira, com estes a assegurarem o 2º posto depois de um duelo aceso com a dupla Pedro Serrador/Adelino Serrador (Ford Escort), terceiros classificados, 3,5 segundos atrás.
“Foi um triunfo tranquilo. Na Figueira da Foz fomos cautelosos, pois o tralado era um pouco apertado e com interesse reduzido em termos competitivos. Exigia pouca condução e não era propício a darmos espetáculo. Em Lousada, foi muito diferente. Muita gente a assistir e com uma pista fabulosa. Ganhamos de forma firme e ainda tivemos oportunidade para rodar fora de competição, a pedido da organização, andando de forma mais solta para brindar o público. Estou feliz por ter ganho, mas sobretudo por me ter divertido e ao público”, resumiu José Grosso.

O consagrado piloto-colecionador de Leiria lamenta “alguma falta de divulgação que, este ano, limitou muito a presença de público na Figueira da Foz. Estava em bom número, mas poderia ter sido muito melhor. Por outro lado, julgo que o ACP deverá rever a sua política de custo de participação, para atrair ainda mais carros. Afinal, o que se pretende é que o espetáculo seja o melhor possível para quem está, horas antes, à espera do momento para ter em prova o WRC. Por outro lado, lamento que, este ano, não tenhamos estado na Exponor, o que não só nos afastou de mais um contacto com o público, como também nos colocou a leste do próprio rali”.



