José Pedro Fontes: “Uma vez livre da pressão dos pontos, o objetivo é lutar pela posição de ‘Melhor Português”

Ao dividir com a prova máxima dos ralis em Portugal, integrada no WRC da FIA, o seu principal patrocinador – a Vodafone – a participação do Citroën Vodafone Team no Vodafone Rally de Portugal traduz-se, sempre, num dos pontos alto da temporada da formação portuguesa que defende as cores da marca do double chevron no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).
Nesta altura e após três ralis – Serras de Fafe, Algarve e Terras d’Aboboreira – José Pedro Fontes e Inês Ponte ocupam o terceiro lugar do CPR 2023, nos rankings de Pilotos e Navegadores, respetivamente, um lugar acima das posições que detinham há um ano.
O piloto do Citroën Vodafone Team encara a prova lusa do WRC “com a mesma estratégia aplicada em anos anteriores: algumas cautelas na abordagem à primeira fase, pontuável para o CPR, de modo a alcançar uma boa posição – de preferência um lugar no pódio – amealhando pontos que nos permitam evoluir da atual terceira posição no campeonato, e deixando tudo em aberto para um ataque em força na fase de alcatrão do CPR, que terá também quatro ralis em que me sinto particularmente mais à vontade”, afirma o piloto do Porto. “Uma vez liberto da pressão dos pontos, o objetivo para o restante do Vodafone Rally de Portugal é lutar pela posição de ‘Melhor Português’, ao longo das etapas de sábado e domingo.“
Para José Pedro Fontes e Inês Ponte é sempre uma ocasião especial a participação no Vodafone Rally de Portugal, desde logo, como refere “porque se trata da ‘Festa dos Ralis’ por excelência em Portugal”. Depois porque “a prova tem um ambiente e uma áureza inexplicáveis que tornam a participação em algo muito satisfatório” e, finalmente “porque temos uma responsabilidade acrescida ao defender as cores da Vodafone no nosso C3 Rally2, ostentando o mesmo patrocinador da competição. Por isso, a motivação fica reforçada e o desejo de fazer um excelente resultado é apenas natural e óbvio.”
Porém, os pilotos do Citroën Vodafone Team não se deixam iludir, estando conscientes das muitas dificuldades.
“Desde logo porque a sequência do primeiro dia – Lousã–Góis–Arganil – impõe bastante respeito, palcos onde teremos de ter algum cuidado se queremos ter um bom resultado, nomeadamente na sua segunda ronda, em que os pisos já estarão muito degradados, devido à passagem de todos os carros das categorias Rally1 e Rally2, todos de quatro rodas motrizes. Uma vez liberto da ditadura dos pontos poderei tentar a vitória entre os portugueses, estando consciente de que será um rali muito duro e longo, pelo que o andamento será sempre ponderado, tentando evitar as armadilhas.”



