Artur Quintal: “Não entramos bem, mas fomos capazes de recuperar e garantir um bom resultado”

Um arranque de prova menos conseguido acabou por condicionar o pecúlio alcançado por Artur Quintal na 19 edição do Rali da Calheta, 2ª prova da temporada do Campeonato de Ralis Coral da Madeira.
O piloto que defende as cores da VFR Racing, aos comandos do Peugeot 208 Rally4 que partilha com o navegador Vítor Henriques, partia para esta segunda tirada do ano das lides regionais madeirense com a ambição de voltar a discutir os lugares do pódio nas duas rodas motrizes.

Mas o Top 4 alcançado na prova organizada pelo Club Sports da Madeira não aconteceu sem que a dupla do Peugeot 208 Rally4 tivesse de viver o seu “caminho das pedras”.
A noite de abertura integrava uma dupla passagem pela Super Especial “Vila Coral” e o arranque acabaria por condicionar de certa forma o desenrolar do rali.
“Entramos mal na Super Especial de abertura. Um erro numa curva, fez-nos perder rendimento na reta seguinte, que era a subir, e perdemos ai algum tempo, além de termos tido de recuperar a concentração. Acabou por ser uma noite de abertura penalizadora, pois poderíamos ter feito melhor”, revelou o piloto da VFR Racing.
Mesmo assim, Artur Quintal e Vítor Henriques concluíam essa seção inaugural no 4º posto das 2RM e apenas a 2,5 segundos dos líderes, deixando tudo em aberto para as oito especiais de classificação que estavam inclusas no percurso da etapa de sábado, derradeiro e decisivo dia do Rali da Calheta.

Ma manhã de sábado, a equipa entrou “numa toada rápida, à procura de melhorar na classificação. De manhã, ainda tivemos algumas dificuldades, mas paulatinamente, conseguimos mesmo evoluir e, já à tarde, andamos muito melhor. Conseguimos ser muito competitivos, mesmo com muitas mudanças de tipo de piso. Foi possível nos adaptar e fomos em busca de um lugar no pódio nas 2RM. Acabou por não dar, mas terminamos a apenas 3 segundos do objetivo”.
Artur Quintal destaca ainda “a confiança cada vez maior que sentimos em extrair todo o potencial do Peugeot. É um carro incrível, mas que exige muito trabalho, muito conhecimento e sei que seremos ainda mais rápidos nas próximas provas”.
Para o navegador Vítor Henriques, a exibição e o resultado acabam por ser “mais um passo muito positivo na nossa evolução. Somos uma equipa amadora e estamos a dar o nosso melhor. O caminho faz-se caminhando e estamos muito agradecidos por toda esta nossa melhoria. Os pontos recolhidos na Calheta são muito importantes e continuamos plenamente capazes de alcançar um lugar no pódio das 2RM no fecho do campeonato. Tudo faremos para conseguir cumprir esse objetivo”.
A próxima prova do campeonato será o Rali da Ribeira Brava, a 2 e 3 de junho.



