Resultado não fez justiça ao andamento de Aloísio Monteiro na Baja TT Norte de Portugal

O “patrão” da The Racing Factory revelou um andamento capaz de lutar pelos lugares cimeiros na terceira prova da temporada do CPTT. Uma saída de estrada na 1ª etapa e uma penalização que considera injusta atribuída no final da prova, arruinaram as justas pretensões a um resultado de topo.
Mas, na retina de quem viu, fica acima de tudo a clara capacidade para Aloísio Monteiro e Eduardo Outeiro ombrearem com os mais rápidos dos T3, tendo começado logo por registar um excelente 10º lugar da geral e 6º dos T3 no Prólogo da prova, disputado na tarde de terça-feira.
No entanto, a 1ª etapa seria aziaga. Ainda nos quilómetros iniciais dos 169,09 km que havia para percorrer no único Setor Seletivo da jornada e quando a dupla do Can-Am Maverick X3 com as cores da Santag Racing estava a imprimir um andamento muito forte que os colocava entre os melhores, aconteceu o pior:
“Quando ocupávamos a 5ª posição a geral e estávamos a tentar passar o Cameirinha,… numa zona muito fechada, onde ficamos sem viabilidade por causa do pó intenso, tivemos uma ligeira saída de estrada, mas o Can-Am ficou preso e foi impossível sair dali!”, revela Aloísio Monteiro.
Restou o regresso ao parque de assistência e a opção por participar na etapa final de domingo, ao abrigo do regime de Super Rally, embora com qualquer ambição em termos de classificação final completamente fora de equação.

Mas, a falta de sorte continuou e logo no primeiro dos dois setores seletivos dessa 2ª etapa, um conjunto de incidentes voltariam a prejudicar a equipa:
“Arrancamos para o segundo dia com o propósito de fazer quilómetros e ganhar experiência, sem colocar de lado sermos rápidos para podermos ter uma comparação com o que iriam fazer os melhores entre os T3. Estávamos, obviamente, prejudicados pela posição de saída em relação a outros que tiverem o mesmo azar de desistir e que também alinharam em Super Rally, devido a um critério distinto por parte da Direção de Prova. Fomos fazendo várias ultrapassagens até chegar à traseira de um concorrente que, apesar de termos acionado 7 vezes o Stella não nos cedeu passagem. Depois, numa passagem pelo asfalto, aceleramos para conseguir passar, mas era uma zona de velocidade controlada e apanhamos mais 30 minutos de penalização. Não vou contestar isso, apesar de considera injusta devido às circunstâncias, mas contesto a falta de penalização para com o concorrente que nos prejudicou de forma clara. Uma vez mais, a Direção de Prova não esteve bem!”.
Quanto ao rescaldo global, Aloísio Monteiro destaca “a satisfação que sentimos pelo andamento que fomos capazes de imprimir. Estamos a evoluir e seremos cada vez mais competitivos”.



