
Vitória de José Carlos Magalhães logo na sua estreia nos Turismos 1, Top 2 de Parcídio Summavielle entre os Turismos 3 e igual façanha do “rookie” André Magalhães entre os Super Challenge B. Por seu lado, Fernando Salgueiro conquistou o 3º lugar nos Clássicos.
A MNE Sport apresentou-se na Rampa Pêquêpê Arrábida 2023 com um plantel reforçado. 7 pilotos, distribuídos pelas categorias Turismos e Super Challenge do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e ainda pelos Clássicos. A forte “armada” da equipa revelou não apenas força nos números, mas também na capacidade para estar entre os melhores.
Mas façamos um raio x a cada um. Depois de duas provas com um Porsche 911 GT3 CUP nos GT, José Carlos Magalhães apareceu na Arrábida com um Mitsubishi Lancer EVO X com que atacou a Divisão Turismos 1. Nada limitado pelo seu carro nipónico ser o único com preparação R4, utilizando restritor no turbo, o antigo campeão nacional Legends de Montanha foi melhorando de forma paulatina e dominou a luta na divisão, alcançando logo na estreia do carro um saboroso triunfo.

Já Parcídio Summavielle soma e segue na época, no que concerne ao nível exibicional e aos resultados. Na Arrábida, juntou um pódio às três vitorias e outro pódio que trazia no seu pecúlio, após as quatro provas anteriores. O “Bisturi de Fafe” foi capaz de rodar com uma intensidade tremenda, que o levou a estar sempre na luta pelos lugares da frente, coroando a exibição com o 2º lugar nas contas dos Turismos 3.

Igual feito foi rubricado pelo “rookie da equipa” André Magalhães. Figura fundamental no apoio técnico e logístico ao longo das provas, o jovem saltou para o volante do “carro-escola” da MNE Sport e provou ter talento para a arte de bem pilotar. Foi premiado com o 2º lugar entre os SC B e merece dar continuidade a esta sua participação.

O terceiro pódio com a chancela MNE Sport aconteceu nos Clássicos. Mesmo a braços com um arreliador problema no seletor da caixa do seu Ford Escort MKII, Fernando Salgueiro fez jus do seu estatuto de bicampeão nacional e, num esforço só igualado pelo seu foco, almejou ir progredindo até garantir o 3º lugar final, que representa o segundo pódio consecutivo desta época.

Quanto a Eva Laranjeira, a “Dama de Aço” natural de Setúbal correu em casa. E fê-lo com a “panache” habitual, mostrando uma habituação cada vez mais conseguida ao seu novo KIA Picanto e melhorando sempre os seus tempos, conseguindo ainda juntar aos seus resultados da época um bom 5º lugar nas contas dos Turismos 3, recolhendo precisos pontos na luta pelo pódio final no campeonato.

Igual lugar foi o que alcançou Miguel Gonçalves na Divisão Turismos 2. Perante quatro inalcançáveis carros da categoria internacional TCR, o jovem algarvio fez a sua prova, focando-se em melhorar a sua velocidade e a sua técnica, num ano de aprendizagem e evolução. Revela dotes que, no futuro, o poderão tornar protagonista da luta por títulos. Arlindo Beça foi forçado a abandonar ainda no sábado, com um problema no seu Mini Cooper S.

“O fim-de-semana na Arrábida foi espetacular. Pode parecer repetitivo e ainda bem que o possa ser. Esta primeira parte da temporada está a ser verdadeiramente incrível para a nossa equipa. Para além dos excelentes resultados, destaco sobretudo o facto de ter sido mais uma jornada de evolução para a equipa e para os nossos pilotos”, frisou José Carlos Magalhães, na condição de team manager. Analisando as seis prestações de forma individual, o líder da MNE Sport começa por enfatizar “o momento de forma do Parcídio. Fez os mesmos tempos do ano passado, apesar dos 60 metros acrescentados ao traçado. O 2º lugar permitiu-lhe reforçar a liderança na tabela dos Turismos 3 e permanecer no pódio absoluto da categoria”.
Depois, foi tempo de falar da “Dama de Aço” e do restante plantel: “a Eva continua a demonstrar toda a sua capacidade para evoluir. Ao longo do fim-de-semana foi sempre melhorando os tempos e acabou a rodar 4 segundos mais rápido do que tinha feito com o Peugeot em 2022. Sente-se cada vez mais à vontade com o KIA e vai ainda conseguir fazer muito melhor. Quanto ao Miguel Gonçalves, é o único dos Turismos 2 sem um carro TCR. Fez o que lhe é possível face ao potencial do Punto e demonstra uma rapidez que dará frutos no futuro. Nos Clássicos, o Salgueiro teve um pequeno problema, que já é antigo, no setor de velocidades, o que o impediu de ser mais rápido. Mesmo assim conquistou mais um pódio.”.
José Carlos Magalhães reservou o momento seguinte para relevar a emoção que sentiu com a exibição do seu filho André Magalhães: “o André pegou no nosso carro-escola, que é muito limitado e com a sua garra e tranquilidade, conseguiu colocar um Uno com 75 cavalos perto dos Punto e sinto pena de não o podermos apoiar ainda mais, pois tem tudo para ser mais um jovem piloto de grande nível”. Por fim, fez a análise à sua própria prestação como piloto: “acho que superei os objetivo que tinham sido traçados para a minha estreia com o Mitsubishi na Divisão Turismos 1. Peguei no carro só na rampa, porque não houve possibilidade de testar. Fomos, obviamente, aproveitando as subidas para fazer algumas alterações e, felizmente, conseguimos vencer. Quero ainda tentar lutar pelo título nesta divisão!”.



