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Calendário e classificações
Quando já se esperava que Thierry Neuville vencesse o Rali de Ypres, o belga cometeu entregou assim a discussão da vitória ao seu companheiro de equipa na Hyundai Ott Tanak e a Elfyn Evans, que depois do despiste de Kalle Rovanpera no primeiro dia passou a ser o esteio da Toyota na prova belga do Campeonato do Mundo de Ralis.
Terminando o segundo dia com 8,2 segundos de vantagem sobre Evans, Tanak tinha que dar o seu melhor na curta derradeira jornada, onde o galês começou melhor ganhando o primeiro troço da manhã, conquistando 1,1s ao estónio da Hyundai. Sendo que na especial seguinte Evans ganhou mais quatro décimas ao seu rival, que respondia ao piloto da Toyota no terceiro troço do dia, recuperando-lhe três décimas.
As atenções viraram-se para a decisão da prova na Power Stage final, sendo que Elfyn Evans acabou por sair-se melhor do que Ott Tanak, pois foi o segundo mais rápido a 1,1s de Kalle Rovampera. Só que o estónio perdeu apenas 3,3s para o melhor, rubricando o quarto tempo. O suficiente para vencer a prova belga do WRC por cinco segundos.
“Ganhar aqui é uma grande surpresa para nós – mais ou menos o mesmo que foi na Finlândia”, disse Tänak. “Nós não esperávamos, mas de alguma forma conseguimos nos unir durante o rali. É ótimo ver que alguns resultados estão chegando, mas há muito que podemos melhorar e ainda podemos ser muito mais fortes, então ainda há trabalho a fazer”, acrescentou.
O erro de Thierry Neuville valeu a Esapekka Lappi um terceiro lugar algo inesperado, ainda que a mais de 1m40s do vencedor, tal como inesperada foi a quarta posição de Oliver Solberg, que para variar não terminou fora de estrada, ainda que no segundo Hyundai em prova tenha terminado quase a dois minutos e meio do seu companheiro de equipa. Apesar dos problemas de transmissão que o afetaram no primeiro dia, Takamoto Katsuta levou o terceiro Toyota Yaris GR Rally1 ao sexto posto final, embora a mais de seis minutos do vencedor.
Quanto a Rovanpera, já se sabia que iria fazer tudo para somar o máximo de pontos bónus. O que o líder do campeonato veio a lograr, vencendo a derradeira especial. Tal como Rovanpera, Neuvile regressou ao rali para tentar salvar alguns pontos. O belga da Hyundai assinou bons tempos nas especiais do dia, sendo que na Power Stage, o objetivo que lhe restava, foi ‘apenas’ o terceiro mais rápido, a 2,9s do líder do campeonato, numa prova para a M-Sport Ford esquecer, pois nenhum dos seus pilotos conseguiu terminar no top ten. Craig Breen e Gus Greensmith regressaram ao rali para tentarem os pontos suplementares na Power Stage, mas o melhor que o irlandês conseguiu foi ser sétimo nessa derradeira classificativa, enquanto o inglês fez apenas o nono tempo.
O francês aproveitou o conhecimento local adquirido ao competir no campeonato nacional da Bélgica para levar as honras da vitória por 18,1 segundos, aos comandos do seu Citroën C3 Rally2. Lefebvre conquistou a liderança na segunda etapa de sexta-feira e manteve a posição durante todo o rali. Ele foi ameaçado pelo líder do campeonato Andreas Mikkelsen na fase inicial de sábado, mas rapidamente aumentou o ritmo para levar uma vantagem de 25,7 segundos para a etapa final. Uma corrida medida nas últimas quatro especiais no asfalto belga era tudo o que Lefebvre precisava: sua liderança permaneceu intacta e ele também terminou em sexto na classificação geral.
“Faz muito tempo desde a nossa última vitória no WRC2”, disse ele. “Estou muito orgulhoso do que alcançamos neste fim de semana e quero agradecer a toda a equipa. Foi complicado voltar ao WRC2 e esta vitória é para eles.”
Mikkelsen manteve-se em segundo no seu Škoda Fabia Rally2 e continua a liderar o campeonato. Com duas desistências já nesta temporada, a vitória aqui teria sido uma grande ajuda na defesa do título do norueguês. O compatriota de Lefebvre, Yohan Rossel, trouxe seu Citroën até ao fim 51,0 segundos atrás do vencedor e conquistou mais pontos com o seu terceiro posto.