Citroën BX GTi celebra 40 anos de uma combinação irreverente entre desporto e conforto

O Citroën BX GTi celebra em 2026 o seu 40.º aniversário, recordando uma das berlinas desportivas mais marcantes da história da marca francesa. Apresentado em julho de 1986, combinava prestações de referência para a época com uma característica pouco habitual entre os seus rivais: o conforto proporcionado pela suspensão hidropneumática da Citroën.
Nascido na sequência da renovação do BX, modelo desenhado pela Bertone sob orientação de Marcello Gandini e que ultrapassaria os 2,3 milhões de exemplares produzidos até 1994, o GTi assumiu-se como a interpretação mais desportiva de uma gama que já constituía um importante sucesso comercial para a Citroën.
Debaixo do capot encontrava-se inicialmente um motor de quatro cilindros, oito válvulas e injeção eletrónica, com 125 cv e 175 Nm. Com apenas 1.025 kg, apresentava uma relação peso/potência de 8,2 kg/cv e aproximava-se dos 200 km/h, números relevantes para uma berlina familiar de meados dos anos 80.

O carácter desportivo não significava abdicar de uma das imagens de marca da Citroën. A suspensão hidropneumática recebeu uma afinação mais firme, enquanto quatro travões de disco, direção assistida e ABS opcional ajudavam a conjugar eficácia dinâmica e conforto.
A evolução mais marcante surgiria pouco depois com o BX GTi 16 Válvulas. Equipado com o motor XU9J4 de 1.905 cc e 160 cv, atingia 218 km/h e acelerava dos 0 aos 100 km/h em apenas 7,9 segundos, tornando-se o primeiro automóvel francês produzido em série equipado com um motor multiválvulas. Em 1989, a família seria ainda alargada com o BX GTi 4X4, dotado de tração integral permanente e distribuição de binário de 53% à frente e 47% atrás.
A carreira do Citroën BX GTi terminaria em julho de 1993, deixando para trás uma das propostas mais peculiares da geração dourada das berlinas desportivas europeias e um modelo que, 40 anos depois do seu lançamento, permanece como um dos BX mais emblemáticos.



