Power House fecha primeira metade da temporada entre vitórias, pódios e afirmações

A primeira metade da temporada de 2026 teve tanto de bem-sucedida como de atribulada para a Power House, uma das estruturas de referência do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
Ao longo das primeiras provas, a equipa poveira somou vitórias absolutas, conquistou a Taça de Portugal de Montanha, colocou diferentes pilotos nos lugares de pódio e confirmou a competitividade das máquinas que prepara e assiste.
Pelo caminho, enfrentou também problemas técnicos que condicionaram seriamente a defesa do título absoluto protagonizada por Hélder Silva e transformaram por completo as contas do campeonato.
Hélder Silva: do arranque perfeito a uma luta contra a mecânica
A classificação de Hélder Silva talvez seja a melhor demonstração de como esta primeira metade do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group foi imprevisível. O pentacampeão nacional começou exatamente como um campeão. Aos comandos da Norma FC20, venceu de forma autoritária a Rampa Porca de Murça e repetiu o triunfo na Rampa da Penha. Duas provas, duas vitórias e a sensação de que poderia voltar a assumir o controlo do campeonato.

Mas a mecânica decidiu baralhar completamente as contas. Na Rampa Serra da Estrela-Covilhã, problemas sucessivos condicionaram praticamente todo o fim de semana. Ainda assim, Hélder Silva conseguiu mostrar a velocidade habitual, assinando o melhor tempo absoluto numa das subidas e salvando um importante terceiro lugar.
Na Rampa CAR, os problemas técnicos agravaram-se de tal forma que o pentacampeão não conseguiu completar qualquer subida. Seguiu-se a ausência na Rampa Capital do Móvel, consumando uma sequência particularmente penalizadora para as suas aspirações.
O resultado é tão inesperado quanto elucidativo: depois de iniciar o campeonato com duas vitórias consecutivas, Hélder Silva chega à pausa de verão no quarto lugar da classificação absoluta, com 72 pontos, a 34 do líder, Tomás Pinto.
Continua a ser Hélder Silva e, por isso, ninguém poderá retirá-lo antecipadamente da discussão do título. No entanto, Boticas, Arrábida e Caramulo transformam-se agora em três provas nas quais o campeão não poderá desperdiçar oportunidades.
Afonso Santos conquistou a Taça de Portugal
A Rampa Internacional da Falperra marcou a única participação de Afonso Santos nesta primeira metade da época, mas o jovem piloto poveiro não precisou de mais do que essa oportunidade para deixar uma marca profunda.

Na estreia aos comandos da Osella PA2000 EVO2 LMR, Afonso Santos protagonizou uma exibição de enorme qualidade e conquistou a vitória absoluta na Taça de Portugal de Montanha 2026.
Num cenário de elevada exigência, perante uma concorrência forte e numa das rampas mais importantes e difíceis do calendário, o jovem piloto confirmou a sua capacidade de adaptação e voltou a evidenciar o enorme potencial que possui.
Nuno Caetano vive a melhor temporada da carreira
Se existe um piloto cuja trajetória ao longo destas cinco provas pode ser descrita como um verdadeiro crescendo, esse piloto é Nuno Caetano. O português radicado em Londres foi extraindo progressivamente todo o potencial da Osella PA2000 EVO2 LMR da Power House, aproximando-se dos lugares da frente até alcançar aquilo que há muito perseguia.
Depois de conquistar um excelente segundo lugar absoluto na Rampa CAR, Nuno Caetano chegou à Rampa Capital do Móvel determinado a atacar a vitória. Na Serra da Agrela, foi o homem a bater, dominou o fim de semana e conquistou o primeiro triunfo absoluto da sua carreira no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Foi uma vitória tão histórica quanto merecida, que confirmou a melhor temporada de sempre do “globetrotter” e o colocou definitivamente no centro das contas do campeonato.
Nuno Caetano chega à pausa de verão com 87 pontos, apenas seis atrás de José Correia e a 19 do líder, Tomás Pinto. Mais do que a proximidade pontual, a evolução exibida ao longo das últimas provas permite-lhe encarar a segunda metade da época no melhor momento da sua carreira.
Gonçalo Inácio cresce prova após prova
Gonçalo Inácio foi a aquisição mais recente da Power House. O piloto que defende as cores da Diatosta estreou-se com a equipa na Rampa da Penha, assumindo os comandos do BRC B49 EVO, e rubricou desde então exibições de grande nível.

Nas quatro provas que disputou, Gonçalo Inácio subiu sempre ao pódio dos Protótipos B, aproximando-se progressivamente dos lugares da frente. Esse crescimento teve um dos seus momentos mais marcantes na Rampa CAR, onde alcançou o primeiro pódio absoluto da carreira. Com 62 pontos, ocupa atualmente um excelente quinto lugar na classificação absoluta do campeonato e é terceiro entre os Protótipos B, a apenas cinco pontos do segundo classificado.
A consistência dos resultados, aliada à evolução demonstrada em cada prova, coloca Gonçalo Inácio entre os pilotos que mais se afirmaram durante esta primeira metade da temporada.
Sérgio Nogueira mantém-se na luta nos Protótipos B
A Power House continua igualmente responsável pela preparação e assistência do Silver Car S3 de Sérgio Nogueira. O piloto bracarense ocupa o segundo lugar na classificação dos Protótipos B e já subiu por três vezes ao pódio da divisão nas cinco provas disputadas.

A regularidade apresentada permite-lhe chegar à segunda metade da época totalmente envolvido na luta pelos primeiros lugares, constituindo mais uma frente competitiva de grande importância para a estrutura poveira.
Com as vitórias absolutas de Hélder Silva e Nuno Caetano, a conquista da Taça de Portugal por Afonso Santos, a afirmação de Gonçalo Inácio e a consistência de Sérgio Nogueira, a Power House fecha esta primeira metade da temporada com um balanço claramente positivo.
Os problemas técnicos impediram que todos os objetivos fossem plenamente concretizados, mas não diminuíram a capacidade competitiva demonstrada pela equipa. A segunda metade do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group será, por isso, encarada com ambição renovada, com a Power House envolvida em várias das principais decisões da temporada.



