André Pinto: “vivi na Costilha um fim-de-semana de sonho!”

A Taça de Portugal de Ralicross foi palco para a estreia absoluta do jovem penafidelense. André Pinto mostrou na Costilha o seu “DNA”, rubricando uma exibição muito sólida.
Não é fácil escolher com o palco para uma estreia absoluta como piloto de Ralicross a “catedral” da Costilha, uma Taça de Portugal, a super competitiva Divisão 1 da Nacional 2Rm e correr debaixo do manto do pai Adão Pinto, “só” o tricampeão nacional em título. Mas foi o que fez André Pinto e o jovem penafidelense começou por dar nas vistas logo nos treinos cronometrados, ao colocar o seu Citroen Saxo a fazer o 6º melhor registo da geral e 4º da sua divisão, entre 22 pilotos presentes.

Obviamente, era expectável que quando chegasse a altura das corridas “ombro a ombro”, a falta de experiência de André Pinto o limitasse.
“Quando arranquei na 1ª manga de qualificação, entrei num terreno desconhecido, porque nunca na minha vida tinha estado numa relha de partida, com outros carros ao lado. Mas, mesmo assim, fiz um excelente arranque e cheguei à primeira curva na gente, mas a minha falta de experiência e o meu medo de errar, fizeram com que eu travasse mais cedo, e cai para. 4º posto. Não desanimei, continuei desfrutando de cada momento e, se só consegui o 16º lugar na Q1, também é verdade que fiz a 3ª melhor volta entre todos!”.
Mal terminou a manga, André Pinto foi “falar com o meu pai e o engenheiro da equipa e eles explicaram-me os meus. No dia seguinte, tentei entrar com menos medo e aplicar os conselhos dos professores!…”

A Q2 ficou na memória de André Pinto: “foi emocionante estra na grelha ao lado do meu pai. Voltei a arrancar bem, coloquei-me no 2º lugar apos a primeira curva, mas, no meu retrovisor, vejo meu pai passar por mim como uma bala!… Tentei seguir então as trajetórias dele e isso levou me a fazer 6º manga. Inesquecível!”.
Na Q3 veio o momento menos feliz do fim-de-semana. Voltando a partir bem, André Pinto preparava-se para discutir a liderança na curva inicial, quando cedeu a caixa de velocidades e foi forçado a desistir. Assim, saiu da fase de qualificação num condicionante 16º lugar da geral, colocando-o bem atrás na grelha para a sua semifinal.
Mostrando ser especialista em arranques, André Pinto voltou a ser fulgurante, mas, logo de seguida, na sequência de um toque, bateu nos rails, com este incidente a provocar a interrupção da corrida. Eram visíveis os danos no Citroen Saxo, mas o penafidelense de Abragão tem a garra própria do clã Pinto e apresentou-se na grelha para nova partida.
Mesmo com o radiador furado, volta a ser muito lesto e coloca-se na segunda posição atrás de… Adão Pinto, seu pai!
Mas novo acidente leva a nova bandeira vermelha e aí “já não consegui alinhar. O meu carro começou a aquecer e eu não queria estragar nada. Terminou aí a minha participação, mas sem qualquer mágoa ou tristeza. Estou muito feliz com a estreia e a minha exibição. Consegui sentir o orgulho nos seus olhos do meu pai e nos da minha mãe. Foi um sentimento incrível!”.
André Pinto afirma que “vivi na Costilha um fim-de-semana de sonho. Desde pequenino que sigo o meu pai no Ralicross e estrear-me com o meu pai foi perfeito. Ele é o melhor professor do mundo!”. O abragonense agradece ainda “queria agradecer aos meu tios, meu padrinhos e primos, patrocinadores e amigos, que vieram me apoiar e dar aquela força e sobretudo ao meus pais, que tudo fizeram para que eu pudesse estar presente”.



