Velocidade

Pedro Marreiros: “fui impedido pela Race Ready de participar no CPV em Vila Real”

Pedro Marreiros, piloto atualmente, a participar no Campeonato Internacional GT Open Cup, afirma num comunicado enviado à comunicação social ter sido impedido de participar na jornada dupla do Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) disputada no Circuito Internacional de Vila Real pela Race Ready, a entidade promotora do CPV.

O convite para a presença de Marreiros tinha partido de Nuno Baptista que encontrou algumas contrariedades para manter os seus compromissos de participação no Campeonato de Portugal de Velocidade no Circuito de Vila Real.

“Não podendo esquecer os anos e os resultados obtidos com o meu amigo e antigo colega de equipa, com o qual fui campeão de Espanha de GT em 2018, fiz um esforço adicional para encontrar apoios nos meus patrocinadores e conciliar a minha preenchida agenda profissional, bem como encontrar forma de pilotar um carro diferente da marca com a qual, habitualmente, corro. Tudo no sentido de auxiliar um amigo e ocupar o lugar de segundo piloto no McLaren 570S GT4 da equipa Araújo Competição”, afirma Pedro Marreiros.

No comunciado é dito que Nuno Baptista informou o promotor do CPV da alteração de piloto no seu carro, mas foi surpreendido quando o responsável máximo da Race Ready, Diogo Ferrão, recusou a inscrição de Pedro Marreiros. O comunicado refere que Diogo Ferrão terá afirmado que Pedro Marreiros jamais correrá num campeonato organizado pela Race Ready.

“Senti-me vexado e abusado por uma decisão absurda e sem justificação, Procurei aconselhamento judicial para confirmar a ilegalidade da situação. Desde logo por ser uma decisão que é atentatória da igualdade de direitos de um cidadão praticante desportivo num campeonato que, lembramos, não é privado, mas tutelado pelaFPAK. Por isso mesmo, deve estar ao alcance de qualquer atleta que pretenda praticar a modalidade. Desde que não haja nenhuma restrição legal ou regulamentar, razões que não se colocam neste caso”, enfatiza Pedro Marreiros.

O piloto lembra no enunciado que “todas as competições automóveis realizadas sob a égide da FPAK são tuteladas, em primeiro lugar, pelo Código Desportivo Internacional (CDI) que prevalece sobre as restantes normas articuladas em regulamento. Dizem as PEV no Ponto 4.1 que ‘Qualquer prova/evento de circuito, inscrita no Calendário Desportivo Nacional, é organizada de acordo com as normas do CDI da FIA e seus anexos’, CDI que no seu artigo 3.14.1 estabelece que a recusa de inscrição pelo organizador deverá ser justificada. Ora, Diogo Ferrão e a Race Ready não forneceram qualquer justificação. Plausível ou não!”.

Pedro Marreiros considera ainda que “foi colocada em causa a minha honra como cidadão e como piloto e fui vexado perante os meus patrocinadores que aceitaram o esforço extra solicitado. Exijo uma reação oficial por parte da FPAK e uma ação no sentido disciplinar por violação grosseira do Código Desportivo Internacional (CDI), pois esta é uma situação perfeitamente inusitada e anormal sem que se perceba a razão por trás desta decisão, gravosa, perante um piloto federado pela FPAK e que tentou participar no campeonato de velocidade do seu país!”, afirmando ainda que “esta semana, à comunicação social, Diogo Ferrão lamentou a redução de inscritos na prova transmontana e que o CPV não era acarinhado neste circuito. Com estas atitudes e prepotencia ficará certamente mais difícil”.

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