Velocidade

O amanhecer trouxe o azar para Ramos, Chaves, Prette e Grunewald nas 24h de Spa-Francorchamps

Depois de um domínio avassalador durante grande parte da prova, o amanhecer trouxe o azar ao Mclaren #188 quando Conrad Grunewald estava ao volante e foi fortemente atingido por um adversário. A reparação no braço traseiro do Mclaren, afastou-os da liderança e o atraso de quatro voltas com que ficaram, tornaram impossível a recuperação.

Um fim de semana que poderia ter sido perfeito, tornou-se um pesadelo. O arranque foi preconizado pelo Henrique Chaves que fez um duplo stint inicial simplesmente diabólico, demonstrando ao que vinha o quarteto do McLaren #188, recuperando até ao 1º lugar da classe e 3º da geral. A partir desse momento e com a liderança da Bronze conquistada, Ramos, Prette e Grunewald mantiveram um ritmo fortíssimo, controlando perfeitamente as operações.

Só que uma corrida de 24h tem muitos imponderáveis e já com mais de metade da prova disputada, o amanhecer trouxe uma má noticia para a Garage 59. O McLaren #188 tinha sido atingido por um adversário e o norte-americano Grunewald trazia o carro com todo o cuidado para as boxes.

O tempo despendido pela equipa para a recuperação do carro, fê-los perder 4 voltas e com isso a luta pela vitória esfumou-se definitivamente, sendo o 11º lugar final e a conquista de alguns pontos extra por ter estado na liderança durante tanto tempo foram um pequeno consolo para os pilotos do #188.

No final da prova Miguel Ramos afirmou : “estamos com muito azar este ano na Endurance Cup. Foi em Monza, depois Paul Ricard e agora aqui em Spa. Em qualquer uma das provas estamos com a corrida mais que controlada e por um ou outro pormenor a vitória escapa-nos por entres os dedos. Tem sido terrível. Sabermos que estamos a fazer tudo bem feito e a conseguir sermos rápidos de forma consistente, mas…. os imponderáveis das corridas têm sido implacáveis. Daqui a duas semanas, 15 e 16 deste mês, temos uma jornada dupla com duas corridas da Sprint Cup em Misano, vamos lá a ver se o azar nos larga”.

“Foi muito frustrante! Estávamos com ritmo, o carro estava muito bom, tínhamos a possibilidade de vencer a nossa classe e talvez até terminar entre os dez primeiros à geral. Mas sabemos que nestas corridas não podemos ter contratempos e acabámos por ser vítimas inocentes de um toque de outro concorrente. Ainda recuperámos, mas depois, foi um problema técnico a atrasar-nos e, sem tempo para recuperar, terminámos fora dos pontos“, afirmou Henrique Chaves.
 
Apesar do desapontamento, o piloto da McLaren da Garage 59 tirou alguns aspectos positivos do fim-de-semana, uma vez que mostrou um ritmo fortíssimo, sendo a mais forte da sua classe, tendo ainda somado a pontuação máxima às seis e às doze horas.
 
“Mostrámos um ritmo muito forte e os meus turnos de condução correram-me muito bem, fui rápido e fiz muitas ultrapassagens. Há sempre margem para melhorar, mas estou satisfeito com a minha performance, fiz o que a equipa me pediu e ganhei muitas posições. Para além disso, marcámos o máximo de pontos às seis e às doze horas, o que permite compensar ligeiramente os resultado final“, concluiu Henrique Chaves.

A próxima prova da Endurance Cup da Fanatec GT World Challenge terá lugar em Spa-Francorchamps entre 29 de junho e 2 de julho.

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