CPR | Vodafone Rally de Portugal: todos contra Meeke!

Armindo Araújo, Miguel Correia, Ricardo Teodósio, José Pedro Fontes, Pedro Meireles, Kris Meeke e Diogo Salvi têm previsto fazer a totalidade do rali, embora apenas as oito classificativas de sexta-feira pontuem no CPR
Aí está a prova mais mediática da época no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), o Vodafone Rally de Portugal (12 maio), cuja primeira etapa, na sexta-feira, vai ser palco de um animado duelo entre os pilotos nacionais de referência, mais Kris Meeke, pela conquista da melhor classificação, num “sprint” de 120,59 km ao cronómetro. Muito embora a pontuação para o CPR seja estabelecida apenas com as oito primeiras classificativas, não deixa de ser curioso assinalar que a esmagadora maioria dos pilotos candidatos ao título absoluto decidiu fazer a totalidade do rali, sonhando com a conquista, no final, do prestigioso lugar de “melhor português”.
No arranque para esta quarta prova da época e última em classificativas de terra, que será também a mais exigente, especialmente pelas dificuldades inerentes a quem vai largar para a estrada na segunda metade do “pelotão” – atrás dos pilotos dos Rally1 e de uma boa parte dos “mundialistas” dos WRC2 –, encontrando os pisos já bastante degradados e mais propícios a furos, Ricardo Teodósio e Miguel Correia estão separados por apenas três pontos. Ambos somam três pontuações, como, aliás, José Pedro Fontes (3º, a 20 pontos do líder) e Pedro Almeida (4º, a 30 pontos), enquanto, um pouco mais para trás, tanto Kris Meeke como Armindo Araújo somam apenas uma pontuação, podendo dizer-se que começaram a sua época no “Terras D’Aboboreira”.
Face à dureza das classificativas, especialmente nas segundas passagens em Lousã, Góis e Arganil, quem melhor se adaptar ao compromisso de aliar rapidez com poupança (suspensão e pneus) do carro poderá colher dividendos na chegada à Figueira da Foz, para depois relaxar na super-especial de encerramento da etapa, até porque antes haverá a discussão dos pontos extra da Power Stage no troço de Mortágua (18,15 km).
Nos dois dias seguintes, e embora já sem nada a ganhar em termos de pontos no CPR, continuará o tira-teimas entre as principais “estrelas”. É que dos inscritos na prova portuguesa do WRC e exceção feita a Paulo Caldeira (Citroen C3 Rally2), que será ausência de última hora por motivos pessoais, Armindo Araújo (Skoda Fabia Rally2 Evo), Miguel Correia (Skoda Fabia Rally2 Evo), Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2), José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2), Pedro Meireles (Hyundai i20 N Rally2), Diogo Salvi (Skoda Fabia R5) e Kris Meeke (Hyundai i20 N Rally2) continuarão em prova sábado e domingo, ao contrário de Bernardo Sousa (Citroen C3 Rally2), de Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 Evo) e de Lucas Simões (Ford Fiesta Rally2), que têm previsto não ir além da etapa que marca pontos no campeonato.



