Ralis

Loeb regressa ao Safari Rally

No que será o seu terceiro rali do ano com a equipa, Sebastien Loeb, nónuplo Campeão do Mundo e vencedor do Rali de Monte-Carlo 2022, vai estar à partida do Safari Rally Kenya ao volante de um Ford Puma Hybrid Rally1, no final de junho.

A sua mais recente participação com a equipa em Portugal viu-o reclamar uma vitória numa especial da manhã de sexta-feira, fazendo-o saltar do sétimo lugar da geral para a liderança do rali, antes de protagonizar um acidente incaracterístico que o obrigou a abandonar. Como o comprova a vitória alcançada no Rali de Monte-Carlo, em janeiro último, Loeb continua a provar as suas capacidades para tirar o melhor partido do Puma Hybrid Rally1 em todas as superfícies.

Loeb irá regressar à ação no evento baseado em Naivasha, a 100 km a noroeste da capital Nairobi. O Safari Rally Kenya 2022 será a sexta ronda do Campeonato do Mundo FIA de Ralis (WRC) de 2022. O nónuplo Campeão do Mundo vai voltar a contar com a navegadora Isabelle Galmiche ao seu lado, ela que o acompanhou na vitória em Monte-Carlo e que com ele esteve em Portugal.

Assinalam-se, este ano, vinte anos desde a primeira e única participação, até á data, de Loeb no rali queniano, evento que terminou num sólido quinto lugar da geral, depois de ter alcançado três vitórias em troços. A edição de 2021 do rali colocou em destaque a importância de se saber ler e reagir às especificidades do terreno, algo que Loeb está mais do que habituado, como o comprovam os bons resultados alcançados em competições de rally-raid.

Sébastien Loeb (FRA) is seen during WRC Msport test in Alpens , Spain on 10/19/2021

Sebastien Loeb, afirmou: “Claro que foi agradável confirmar que fomos competitivos em Portugal com o Puma, o que foi bom, sendo bom saber que o Puma é muito rápido e competitivo em pisos de terra. O Quénia é algo de muito diferente face a Portugal; não conheço a versão atual do rali, mas já vi alguns vídeos das especiais, sendo muito diferentes, parecendo ser duras e com pedras muito grandes”, realçando ainda que “O Quénia é bastante surpreendente; acho que é o rali de onde tenho mais memórias! Nessa altura, o rali era muito diferente, tendo a especial mais longa 120 km de extensão, sendo que todos tínhamos um helicóptero a voar sobre os nossos carros, para nos anunciar sobre toda a vida selvagem de que nos aproximávamos ao longo da especial. Agora é muito diferente, mais como um típico rali do WRC, pelo que é mais fácil corrê-lo desta forma, mas a diferença para mim, em comparação com Portugal, é que não tenho experiência dessas especiais. É sempre muito mais complicado quando se chega a um rali de que nunca antes se fez as especiais, pelo que não vai ser fácil, mas estou muito feliz por lá estar.”

O famoso rali em pisos de terra, com etapas desenhadas nas imediações do Lago Naivasha, bem como nas áreas florestais a norte da região, regressou ao WRC em 2021 após uma ausência de 19 anos. Saldou-se por um sucesso universal, repleto de ação e com travessias de cursos de água, saltos e até contactos com a vida selvagem, tornando-o num dos mais icónicos ralis do calendário.

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