Ralis

Top 10 com sabor agridoce para Rui Madeira no Rally de Lisboa

Rui Madeira e Mário Castro concluíram o Rally de Lisboa na 10.ª posição da classificação geral, fechando a participação na prova do Campeonato de Portugal de Ralis com um resultado que, apesar de garantir um lugar no Top 10, deixou um sentimento inevitável de frustração.

Ao volante do Hyundai i20 Rally2 da CRN Competition, Rui Madeira entrou no rali com o objetivo claro de lutar por um lugar entre os primeiros da geral, mas viu esse propósito fortemente condicionado por um problema técnico que surgiu ainda numa fase precoce da prova e que acabou por marcar decisivamente o desenrolar da participação.

“Foi um resultado abaixo do esperado, pois as nossas ambições eram alcançar um lugar entre os seis primeiros da geral”, resumiu Rui Madeira no final, não escondendo o desapontamento perante um desfecho que ficou aquém do potencial demonstrado pelo conjunto.

O piloto explica que as dificuldades começaram a fazer-se sentir logo após a terceira especial, afetando de forma clara o rendimento do carro: “Após a terceira especial sentimos muitas dificuldades devido à abertura constante da válvula pop off”.

No final da primeira etapa, a equipa ainda procurou resolver o problema em assistência, numa tentativa de devolver ao Hyundai i20 Rally2 a competitividade necessária para discutir posições mais adiantadas no segundo dia. “Na assistência mudámos a válvula, pensando que esse seria o principal problema, mas infelizmente a situação persistiu durante todo o segundo dia”, acrescentou Rui Madeira.

Sem possibilidade de eliminar por completo a falha durante a prova, a dupla viu-se obrigada a gerir a situação e a conduzir o carro até final, limitando danos e assegurando a chegada ao fim. “Impossibilitados de resolver a situação, pois deverá estar relacionada com o novo mapa para a gasolina sintética, restou-nos levar o carro até final do rali”, explicou o piloto.

Apesar do contratempo, Rui Madeira fez questão de sublinhar o empenho e profissionalismo da estrutura técnica ao longo de toda a prova. “Não posso deixar de agradecer à equipa CRN Competition por todo o empenho no rali”, destacou.O piloto português deixou também uma palavra de apreço a Mário Castro, que regressou ao seu lado nesta prova do CPR: “Obrigado, Mário Castro, pela motivação”.

Segue-se agora um registo diferente, mas igualmente competitivo, com o regresso de Rui Madeira ao volante do seu icónico Mitsubishi Lancer Evo III, no Rali Spirit, prova onde estará acompanhado por Paula Madeira, naquela que promete ser mais uma participação carregada de simbolismo, espetáculo e ambição.

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