Rally de Portugal arranca com mais ação e troços renovados

Portugal volta a receber o Mundial de Ralis com a realização do Vodafone Rally de Portugal, que vai para a estrada entre os dias 7 e 10 de maio, naquela que será a sexta ronda do campeonato do mundo.
A 59.ª edição da prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal apresenta novidades importantes, desde logo com o aumento da ação competitiva logo no primeiro dia. Pela primeira vez, as equipas entram em prova já na quinta-feira, com uma secção composta por três classificativas.
As principais alterações concentram-se nos dois primeiros dias. A superespecial da Figueira da Foz surge com um traçado renovado, enquanto na sexta-feira os troços de Arganil e Góis serão disputados em sentido inverso ao habitual. Já a classificativa da Lousã estreia-se totalmente no percurso deste ano. O sábado será o dia mais intenso, com nove especiais, enquanto o “Super Domingo” contará com quatro classificativas, incluindo a segunda passagem por Fafe como Power Stage. Outra novidade prende-se com a cerimónia de pódio, que este ano se realizará junto ao final da última especial.
No total, os concorrentes enfrentarão 23 troços cronometrados, num percurso de 344,91 quilómetros contra o cronómetro, inserido num total de 1874,58 km entre ligações e especiais.
Lista de luxo e candidatos à vitória
A prova contará com cerca de 70 equipas e reúne os principais protagonistas do campeonato. Elfyn Evans chega como líder do Mundial, liderando uma forte presença da Toyota. Entre os favoritos destaca-se Sébastien Ogier, que procura o oitavo triunfo em Portugal, reforçando o seu estatuto como o piloto mais bem-sucedido da prova. Também Thierry Neuville e o próprio Evans já sabem o que é vencer em território nacional. Entre os portugueses, o destaque vai para Armindo Araújo, que já venceu o rali por três vezes e procura afirmar-se entre os melhores, apesar de competir com um Rally2.
Portugal recebe 11 carros Rally1, a categoria máxima do WRC, enquanto o pelotão Rally2 conta com 44 inscritos, incluindo o líder do WRC2, Yohan Rossel. Já nas categorias Rally3, WRC3 e JWRC, a presença de jovens talentos reforça a competitividade global da prova.
Para Carlos Barbosa, presidente da comissão organizadora, o Rally de Portugal continua a ser uma referência: “É uma enorme festa que mobiliza milhares de pessoas e gera um impacto económico significativo nas regiões por onde passa.” A base operacional volta a estar instalada na Exponor, em Matosinhos, onde decorrem as verificações e toda a logística da prova, com os reconhecimentos a decorrerem até ao início oficial da competição.
Com três dias e meio de ação e milhares de fãs esperados nas classificativas, o Rally de Portugal volta a prometer espetáculo ao mais alto nível no panorama mundial dos ralis.



