+ Motores

CISET 4X4 Pinhal Novo 2023: Arranque “exigente” da temporada de 2023

Lucrofusão e Bichos do Mato conquistam as primeiras vitórias do ano. Sponsor Challenge: Viaturas de velocidade vence mas por escassa margem face ás viaturas de Trial 4×4.

A localidade de Lagoa da Palha recebeu no passado domingo dia 2 a primeira prova da edição de 2023 do CISET 4×4, organizada pelo MX Caramelos e pela APTE, e como habitualmente promovida pela X-Adventure. 

Depois de uma primeira visita no final da época de 2022, a caravana do CISET 4×4 regressou desta vez para abrir a época, tendo encontrado um recinto que no essencial era muito semelhante, mas com algumas melhorias sobretudo no que diz respeito às zonas do para o publico e assistência. Quanto ás pistas, eram no essencial as mesmas de 2022, com alguns detalhes revistos mas nada de relevante, eventualmente a maior diferença terá sido mesmo a existência de água e lama, muita lama em quase todos os obstáculos.

A pista de Lagoa da Palha é composta apenas por obstáculos artificiais, uma vez que o recinto onde está implantada é praticamente plano, obrigando a organização a alguma criatividade para criar um desafio á altura dos pergaminhos CISET 4×4.  Quanto ao piso e ao tipo de terreno onde os obstáculos estão construídos, alterna entre a areia a o barro, porém este ano com a existência de água, o que em 2022 foi relativamente simples, foi extremamente complicado em 2023.

Como habitualmente a prova começou com a realização de um prólogo, que desta vez era composto por uma pista de velocidade pura, sem obstáculos, mas com zonas muito rápidas e espetaculares onde sobretudo os Super Proto deram muito espetáculo, quer pelo adornar dos carros sob a inércia ao curvar, quer por algumas passagens bem rápidas de alguns concorrentes. Seguiu-se o setor de resistência, que como já dizemos era composto por uma sequencia de obstáculos artificiais, que desta vez deram bastante trabalho aos pilotos

Depois do intervalo para “recuperar energias” assistir ao Sponsor Challenge, a corrida recomeçou a resistência da classe Super Proto. Eventualmente o prémio de “azarado do dia” terá que ser para Manuel Fitz, que não conseguir ir além do primeiro obstáculo da corrida, onde foi forçado a abandonar por avaria mecânica.   Os restantes tiveram um duro dia de trabalho, especialmente os navegadores que raramente conseguiam transpor um obstáculo sem sair do carro. 

Com o decorrer da prova foram sobressaindo duas equipas, fruto da consistência do seu andamento e também de terem conseguido evitar problemas, com vantagem para a equipa Lucrofusão, que viria a vencer a resistência com 14 voltas cumpridas.  Em segundo lugar, a equipa RV29, composta por Rui Vieira e Paulo Amaro, que deram 13 voltas.  Em terceiro mas já bastante atrasado, terminaram Nuno Brás e Ricardo Lucas que não conseguiram melhor do que dar 7 voltas á pista, muito por culpa da embraiagem do seu Super Proto que cedeu durante a prova, tornado a transposição dos obstáculos num verdadeiro calvário.

Feito o somatório dos pontos conquistados no prólogo e na resistência, a primeira vitória do ano foi para a equipa Lucrofusão de António Henriques e Miguel Costa.  Os segundos classificados foram Rui Vieira e Paulo Amaro (Team RV29) e os terceiros foram Nuno Brás e Ricardos Lucas(Team NB Auto)

Face à ausência de equipas da classe Proto por motivos vários, os participantes da classe Promoção iniciaram a sua prova logo depois da classe Super Proto ter terminado o prólogo.  Cristiano Afonso e Miguel Batista do Team ZiggaWorks foram os mais rápidos. Luis Henriques e Ricardo Pimentel da equipa Batata Motorsport foram os segundos enquanto Luis Silva e Nuno Rodrigues do Team Bichos do Mato terminaram no terceiro lugar deste “pódio provisório”.

A prova de resistência, disputada após a prova de resistência da Classe Proto já se previa complicada. Face ao que a classe Super Proto tinha vivido, e muito embora os obstáculos fossem muito mais simples, também estes veículos são muito menos preparados, pelo que as equipas tiveram mesmo muito trabalho para conseguir progredir. Ainda assim,  durante a prova duas equipas destacaram-se, somando 7 voltas. Uma outra somou 4,  outras duas apenas 1 volta, e finalmente uma ainda uma outra acabaria mesmo por não ir além do primeiro obstáculo, numa situação semelhante ao Super Proto de Manuel Fitz.  Porém, nenhuma destas equipas viria a obter resultado válido, todas pelo mesmo motivo, ou sejam, não terem terminado a corrida, pois todas excederam o tempo limite para colocar a sua viatura em Parque Fechado.  Sobrava de entre todas a equipa de Luis Silva e Nuno Rodrigues, que fruto dos problemas que sentiram durante a prova, colocaram o seu carro em Parque Fechado dentro o tempo regulamentar com apenas uma volta cumprida, o que significou que foram os únicos com o resultado válido, sendo assim os legítimos vencedores da Resistência.

Com a transposição dos resultados para a geral, o Team Bichos do Mato acabou por ser o natural vencedor da corrida, mas também a única equipa da classe Promoção que pontuou nesta primeira prova, algo insólito e inédito, que se deve a uma gestão de corrida menos cuidada por parte das outras equipas.

Entre a disputa do Prologo e a disputa da resistência do CISET 4×4 realizou-se o Sponsor Challenge, um evento que reuniu patrocinadores do CISET 4×4 que têm em comum ser também praticantes de desportos motorizados. Em representação do todo-o-terreno de velocidade estiveram Lino Carapeta, que trouxe a sua Ford Ranger com as cores da Tanqueluz e Arnaldo Monteiro trouxe o Can-Am com as cores da Mundimat. Já o Trial 4×4 esteve representado por António Henriques (Team Lucrofusão) e Pedro Barrento (Team Obrelix).

Esta iniciativa disputou-se no traçado do prologo, basicamente um pequeno troço em piso de areia, muito rápido e com uma sequencia de curvas propicias ao espetáculo.  Os quatro pilotos em pista aplicaram-se na demonstração de pilotagem e capacidades dos carros, merecendo de alguma foram destacar Lino Carapeta que fez a ronda mais espetacular de todas.

Pensar-se-ia que face a tao diferentes veículos, tanto equipa Tanqueluz como a equipa Mundimat estariam a salvo dos demais, mas tanto a equipa Obrelix como a Lucrofusão deram uma demonstração de que o Trial 4×4 está cada vez mais rápido e eficaz.   Não tendo existido qualquer classificação, a distancia entre o mais os carros da “velocidade” e os do trial, cifrou-se apenas em 9 segundos.

Terminado o evento, Luis Pirralho fez-nos um balanço do evento: De um modo geral arrancamos com o CISET 4×4 com uma boa prova aqui em Lagoa da Palha, com uma caravana um pouco menor do que esperado mas que deu um excelente espetáculo ao muito publico presente.  Trabalhamos bastante nos dias que antecederam a prova para criar uma pista desafiante e interessante, mas a verdade é que água dos obstáculos ainda “apimentou” as coisas um pouco mais.  Tenho que dar os parabéns aos pilotos, mas sobretudo aos navegadores pelo muito trabalho que tiveram, pelo seu empenho e em alguns casos também pelo desportivismo que demonstraram.  Pena foi que o esforço das equipas da classe Promoção não possa ter sido materializado com um resultado recompensador do seu trabalho, mas o regulamento existe para ser cumprido e conhecido por todos, pois é ele que garante a justiça dos resultados. O não cumprimento por distração ou desconhecimento acabou por deixar de fora grande parte das equipas da classe, o que á uma pena.”

O CISET 4×4 rumará agora para a região da Serra da Estrela, mais propriamente para Gouveia, onde a 7 de Maio se disputará a segunda prova do ano, no Parque da Senhora dos Verdes, um recinto emblemático e particularmente belo, com excelentes condições para participantes e publico.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo