
Oliver Solberg chega ao Rally Sweden como líder do Campeonato do Mundo de Ralis, mas também com a ingrata missão de abrir a estrada naquela que poderá ser uma das edições mais rápidas de sempre da prova nórdica.
Depois da vitória marcante no Rallye Monte-Carlo, o jovem de 24 anos, aos comandos do Toyota GR Yaris Rally1 da Toyota Gazoo Racing WRT, assume naturalmente o estatuto de favorito em Umeå. No entanto, liderar o campeonato significa partir em primeiro na estrada, enfrentando condições que podem ser decisivas num rali onde as médias prometem ser elevadíssimas.
“Vir para o meu rali de casa a liderar o campeonato é algo louco, que nunca teria sonhado”, confessou Solberg. “É uma sensação incrível, mas continuo a encarar tudo prova a prova. O Rally da Suécia é sempre o meu favorito, é o máximo que se pode divertir num carro de ralis.”
As baixas temperaturas registadas na região de Västerbotten garantiram uma base de gelo sólida, potenciando níveis de aderência elevados com pneus cravejados. Contudo, a menor acumulação de neve reduziu as tradicionais “paredes” laterais que normalmente ajudam os pilotos a apoiar o carro nas zonas rápidas. Margem de erro reduzida, velocidades altíssimas e uma luta intensa logo desde a primeira especial.
A oposição promete não facilitar. Thierry Neuville lidera o ataque da Hyundai Motorsport, acompanhado por Adrien Fourmaux e Esapekka Lappi, vencedor na Suécia em 2024. Do lado da Toyota, Elfyn Evans, Takamoto Katsuta e Sami Pajari reforçam um alinhamento de luxo, enquanto a M-Sport Ford WRT aposta em três Puma Rally1, incluindo o regresso do letão Mārtiņš Sesks.
O rali arranca quinta-feira à noite, em Umeå, antes de 18 classificativas que totalizam cerca de 300 quilómetros cronometrados nos rápidos e gelados troços do norte da Suécia. Solberg lidera. Mas, na neve, cada décimo pode virar o campeonato ao contrário.



