Montanha

Luís Fernandes fechou época 2025 na Montanha com Top 2 entre os SC-C: “cumprimos o máximo com o que tínhamos”

Luís Fernandes foi um dos pilotos em maior evidência na temporada de 2025 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, protagonizando uma das lutas mais intensas da época na Divisão SC-C da categoria Super Challenge. Aos comandos de um competitivo Peugeot 106 XSi, o piloto terminou o campeonato num sólido 2.º lugar, sendo o principal opositor de Bruno Carvalho na discussão pelo título.

Depois de vários anos a competir em provas regionais, 2025 marcou a estreia de Luís Fernandes a tempo inteiro no Campeonato Nacional de Montanha, uma decisão amadurecida ao longo das épocas anteriores. “Sabia que ia para uma classe muito forte, com carros mais potentes e pilotos com muito conhecimento dos traçados. O meu grande objetivo era terminar sempre no top-3 e trazer um troféu para casa, especialmente para os meus filhos”, explica.

A preparação para a época foi meticulosa e exigente. Consciente da menor experiência em muitos dos percursos, o piloto apostou fortemente no estudo prévio: “Passei muitas noites a ver vídeos onboard das rampas. Era a forma que tinha de minimizar a desvantagem de não conhecer os traçados. Confesso que ajudou bastante”.

O arranque da época não foi fácil. Em Murça, logo na primeira jornada, um problema mecânico impediu-o de alinhar na primeira subida de prova. Ainda assim, com esforço da equipa, conseguiu regressar à competição no domingo e garantir o terceiro lugar da classe. “Foi talvez o maior desafio da época, porque vinha de mais de um ano sem conduzir o carro. Conseguir subir ao pódio deu-me confiança para o resto do campeonato”.

Ao longo do ano, Luís Fernandes foi acumulando bons resultados, apesar das dificuldades impostas por condições meteorológicas instáveis e pela exigência técnica de algumas rampas. A Serra da Estrela revelou-se particularmente desafiante: “Só na última subida consegui perceber realmente os limites do percurso. Pelo menos fica a aprendizagem para 2026”.

Entre os momentos altos da temporada, o piloto destaca Boticas e, sobretudo, a Rampa da Arrábida. “Foi a prova que me deu maior satisfação. Era a única onde eu e os meus adversários estávamos em igualdade no conhecimento do traçado. Fui com tudo para tentar vencer, cheguei a fazer o melhor tempo numa subida e terminei em segundo por diferenças mínimas. Foi uma luta incrível”, recorda.

Com o balanço de 2025 claramente positivo, Luís Fernandes já aponta o olhar para o futuro. “Depois de viver este sonho no Nacional, estou a trabalhar para estar presente em 2026 de forma mais consciente e menos emocional. A vontade é lutar pelo título. Com algumas evoluções no carro e maior conhecimento dos percursos, acredito que posso ser ainda mais competitivo”.

O piloto faz ainda questão de sublinhar o papel determinante da família, amigos e equipa ao longo da época. “Nada disto teria sido possível sem o apoio incondicional da minha família, dos amigos e de todos os que estiveram comigo em cada prova. Foram eles que me permitiram focar apenas em conduzir”.

Depois de um ano de afirmação no Campeonato de Portugal de Montanha, Luís Fernandes deixa uma certeza: 2026 já começou a ser preparado.

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